São Paulo corta parte dos salários de funcionários

Resumo da notícia:

  • São Paulo corta 25% do salário dos funcionários do CT da Barra Funda
  • Alexandre Pássaro encaminhou a solicitação do corte
  • Como foi a redução dos salários dos outros setores do clube
  • Opinião do AT

Segundo informou essa semana o Blog do Perrone, o São Paulo reduziu os salários dos funcionários ligados ao time profissional que ainda não tinham sofrido alteração até o momento. O corte será de 25% a partir do próximo mês de pagamento.

Quem fez esse pedido foi o gerente executivo de futebol, Alexandre Pássaro, que encaminhou um e-mail solicitando ao RH que o corte seja feito para todos os funcionários do CT da Barra Funda, a mesma porcentagem de 25% que foi aplicada para os funcionários do Morumbi.

Os jogadores, membros da diretoria e da comissão técnica tiveram os seus salários reduzidos em 50%. Já os profissionais do basquete e futebol feminino sofreram uma redução de 25%.

Opinião do AT

Nós vemos esse corte como parte de uma má administração que se estende ao longo dos últimos anos no São Paulo. Uma coisa é você cortar o salário de quem recebe valores altíssimos para o padrão do restante da população, outra coisa muito diferente é se reduzir daqueles que recebem pouco.

A redução dos salários dos jogadores do masculino de futebol, passando pelos times de basquete e futebol feminino, foram feitos para que não acontecessem demissões, que até agora não aconteceram.

Vamos analisar o cenário mundial, no Barcelona, os jogadores tiveram seus salários reduzidos em 70% para que não houvesse alterações nos salários de outros trabalhadores. Na Juventus, os atletas aceitaram não receber salários nos períodos de março a junho.

Nós sabemos que os jogadores desse time receberem valores consideravelmente altos. Mas será que aqui no Brasil é tão diferente assim? Por que aqui nós tivemos tantas dificuldades em também obter uma compreensão dos atletas em reduzir os salários num período de caos geral?

No São Paulo, foi noticiado que apenas um jogador aceitou de prontidão reduzir os salários e foi Alexandre Pato. Depois, outros líderes da equipe como Daniel Alves, Hernanes e Volpi também aceitaram as condições. No entanto, outros jogadores não concordaram com a medida que foi aplicada da mesma forma.

O período é difícil para todos, enquanto uns lutam para conseguir R$600 para sobreviver da medida emergencial do governo outros não aceitam reduzir salários altíssimos. Será que isso faz algum sentido?

Em contrapartida, o São Paulo está vendendo ingressos simbólicos para o jogo da final do Mundial de 2005 que será retransmitido hoje pela Globo, a partir das 16h, com a finalidade de direcionar essa verba para funcionários e ex-jogadores do Tricolor.

Tentamos contato com o clube para ouvir uma posição oficial e não tivemos resposta até o momento.

Fonte: UOL

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