Quais jogadores foram sondados pelo São Paulo para 2022
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

A derrota esmagadora na noite desta última quinta-feira (3) para o Grêmio com uma atuação vexatória foi motivo de constrangimento para boa parte da torcida do São Paulo, que assistiu o seu time do coração “andar” em campo de forma passiva, sem apetite nenhum de vencer a partida.

Apesar da derrota, faltando duas rodadas para o final do campeonato, o São Paulo possui pequenas chances de rebaixamento, apenas 1% segundo os cálculos da UFMG. Contudo, a revolta, a vergonha, o constrangimento e a tristeza que o torcedor do Tricolor sente ao ver o São Paulo dos últimos anos, principalmente em relação ao elenco de 2021, é tamanha, que muitos consideram o clube rebaixado moralmente.

De fato, o torcedor está coberto de razão em externar a sua insatisfação, ela é autêntica, verdadeira, compreensível e justa. A decepção é muito grande em um ano que já começou de forma frustrante, desde a perda do Brasileirão 2020, a eliminação para o próprio Grêmio nas semifinais da Copa do Brasil e com os indícios de uma mudança para melhor, não confirmada após o título do Paulistão.

Não iremos destrinchar novamente o fraco desempenho da equipe durante essa temporada, pois todos nós sabemos que são números e atuações muito abaixo da média. Mas e se o São Paulo cair? O que isso iria representar? Além do sentimento desolador da queda inédita?

Lógico que nenhum torcedor quer ver o seu time do coração na Série B, mas vamos mostrar quais são os efeitos de uma queda de divisão para um clube de futebol:

Diante desses fatores citados na imagem acima, um rebaixamento do São Paulo representaria um cenário de tragédia e colocaria a instituição em tremenda situação de risco, já que o clube atravessa um momento financeiro delicado.

O futebol moderno de sucesso, é feito de gestão de qualidade, administrações que trazem segurança e saúde financeira para o clube, sem loucuras que comprometem o orçamento, com contratações bem analisadas em todos seus aspectos, dentro de planejamento à médio-longo prazo. O São Paulo dos últimos anos, com diversos casos que não precisamos citar, seja pela direção atual ou anterior, não parece que tem levado isso em consideração.

Para nós são-paulinos, resta apenas torcer para que nossos adversários diretos contra o rebaixamento não pontuem ou que o elenco dê uma resposta imediata nesses últimos dois jogos. É preciso somar pontos para assim garantir a permanência.

Há torcedores que mencionam o exemplo do Corinthians, que caiu em 2007 e “arrumou a casa” para novos títulos. Porém, vale lembrar que na época, os clubes de Série A que eram rebaixados, não perdiam tanto nas receitas de TV e o impacto financeiro era bem menor que hoje em dia.

Um rebaixamento espanta investimentos, diminui drasticamente as receitas, afasta a adesão de Sócios-Torcedores e gera uma desvalorização considerável para a marca e seus ativos. Ou seja, não é solução.

Vide os casos de Vasco, Botafogo, Cruzeiro e, talvez, do Grêmio.

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