Zica, Azar, Mau Agouro e afins…

O torcedor de futebol tem diversas superstições e isso faz parte do folclore do esporte.
Quem é que não tem sua camisa da sorte, um ritual para assistir os jogos ou algum costume que sempre é repetido para evitar uma derrota ou ver seu time sofrer um gol?

Há ainda aquelas práticas que todo mundo sabe que não pode fazer em um estádio de futebol como, gritar gol antes da jogada ser concluída, gritar gol na cobrança de escanteio, gritar “olé” quando seu time está ganhando ainda no começo do jogo e outras.

Tudo isso é sempre levado no bom humor, mas ultimamente, a falta de títulos do São Paulo tem criado algumas lendas, que tem sido levadas a sério demais, chegando a causar até discussões acaloradas.

Não vou aqui questionar o sobrenatural, mas há duas situações que viraram verdade para o torcedor são-paulino:

Cantar “O campeão voltou!”

Essa é uma música que ficou “amaldiçoada” pela torcida e muitos garantem que quando é cantada antes de um título ser concretizado, traz todo o azar possível ao time.

Na vitória contra o Corinthians e especialmente contra o Vasco, quando o São Paulo assumiu a liderança isolada do Brasileirão, nossa torcida cantou a música. Para muitos, foi um dos pilares para a fase atual:

Rodrigo Caio de volta ao time

Muitos também consideram que o zagueiro Rodrigo Caio, outrora visto como promissor ídolo e com grande potencial de venda, hoje é um símbolo do azar do São Paulo.

Muitos creditam a ele, a má fase atual, mesmo com outros fatores influenciando o péssimo momento, como desfalques por contusões, suspensões por cartões bobos ou queda de desempenho de alguns jogadores.

A culpa sempre recai em Rodrigo Caio e isso acontece desde o episódio do Fair Play no lance contra o atacante Jô, então no Corinthians, durante a primeira partida das semifinal do Paulistão 2018.

Há 8 anos no time profissional, o zagueiro realmente não vive bom momento e talvez tenha que mudar de ares para que sua carreira decole, mas não dá pra atribuir a ele esse folclore.

Seu futebol não justifica titularidade, mas é um jogador que está sendo colocado em campo improvisado, para cobrir ausências de outros.

Com Sidão em campo, não há placar em branco

Aqui talvez não seja uma questão de azar ou falta de sorte, mas sim de segurança e qualidade para atuar como titular no gol Tricolor.

Sidão começou dando esperanças à torcida Tricolor que desejava ver Denis longe do clube, conquistou a Florida Cup pegando pênaltis na decisão contra o Corinthians, mas logo mostrou falhas e hoje não conta com a simpatia de grande parte da torcida.

Se todo time começa com um grande goleiro, estamos com grandes problemas aqui, na visão do torcedor são-paulino.

Já tivemos algum caso de azar no passado?

Certamente sim, e como falei acima, a superstição faz parte do folclore do futebol, mas lembro muito bem de um caso não muito antigo, que estava quase virando uma verdade entre torcedores do São Paulo, potencializado por parte má intencionada da mídia: Rogério Ceni.

Não estou aqui e nem tenho a menor intenção de comparar os casos, mas apenas relembro o período entre 2000 e 2004, quando muitos diziam que enquanto Rogério Ceni estivesse no São Paulo, o clube jamais ganharia títulos importantes novamente.

O ápice se deu em 2004, após a eliminação na Copa Libertadores da América para o Once Caldas, quando Rogério saiu mal e levamos o primeiro gol, empatamos na sequência, mas sofremos um gol no último minuto da partida volta, do atacante Agudelo, pego depois no anti-doping.

A principal organizada do São Paulo protestou contra os dois principais jogadores daquela campanha: Luis Fabiano e Rogério Ceni. Veja uma réplica de um post do site Torcedores.com relatando aquele dia:

O goleiro-artilheiro falhou no segundo gol do Palmeiras, que venceu o jogo por 2 a 1. No final da partida, enquanto Ceni concedia entrevista próximo à torcida tricolor e assumia a responsabilidade pelo resultado, o coro “é o melhor goleiro do Brasil, Rogério” dava lugar ao “é o pior goleiro do Brasil, frangueiro”.

Em entrevista à revista “Placar” de abril de 2005, Rogério assumiu que chorou no vestiário do Pacaembu naquele dia. “Foi a primeira e única vez que fui vaiado pela torcida. Eu chorei de raiva no vestiário porque não consegui cumprir minha obrigação dentro de campo”, lamentou.

Parte da mídia adorou aquilo e aumentava a lenda de que Rogério era o dono do time e com ele em campo, o São Paulo jamais seria campeão. Muitos são-paulinos compraram a ideia e a sorte, é que a única mídia social na época era o Orkut, ainda no começo e sem tanto alcance.

Mas o que podemos esperar?

Trabalho. Simplesmente trabalho e cobranças sim à diretoria por reforços.

Esse clube precisa ser campeão logo, para tirar esse peso e falsas lendas de azar. Foi assim com o Grêmio, que não ganhava nada importante há anos e o peso da ausência de conquistas, acabava com vários bons jogadores.

Com a chegada de Renato Gaúcho e reforços, além de continuidade no trabalho, o Tricolor gaúcho conquistou a Copa do Brasil, a Libertadores e voltou a figurar entre os melhores do país.

Precisamos de reforços e não jogar a culpa em um ou outro atleta, por superstições.






A falta de elenco, nos mostra claramente como impacta um time em um campeonato longo como o Brasileirão. Temos um time bom de 1 a 11, mas faltam peças.

Com a contusão de Everton, muitos improvisos precisaram ser feitos e outros jogadores sentiram o impacto com seu rendimento caindo drasticamente (não vou entrar no mérito de empenho pessoal de cada um).

A diretoria precisa contratar corretamente, e preencher esse elenco, além de cuidar da manutenção de algumas peças importantes, pois temos a chance (ainda que matemática) de brigar pelo título e disputar uma vaga na fase de grupos da Libertadores de 2019.

Foco no alvo certo!
Não se deixe levar por influenciadores mal intencionados ou por imediatismo de um ou outro.

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