Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

Segundo longa reportagem publicada no UOL (veja abaixo) pelo jornalista Demétrio Vecchioli, José Roberto Guimarães, treinador do São Paulo/Barueri, , equipe de vôlei do Tricolor, arca com os custos do time com o próprio bolso.

O treinador, tricampeão olímpico e uma das figuras mais respeitadas do esporte no Brasil, não recebe nada para treinar o time, que existe desde 2016, pois o São Paulo não ajuda com os valores de patrocínio e também foi incapaz de conseguir alguma empresa que se interesse pelo projeto.

Desde o início do clube na cidade de Barueri, Zé Roberto buscou custear toda e qualquer necessidade que as meninas tinham para poder jogar e também foi ele quem procurou e conseguiu firmar a parceria com o São Paulo, na época recebendo patrocínio da Hinode.

Entretanto, a pandemia de 2020 trouxe os maiores problemas para Zé e seu grupo, que ficaram sem dinheiro. Ele propõe que empresas privadas recebam contato do Tricolor, mas entende que essa crise mundial afasta novos investimentos porque diversas empresas foram afetadas financeiramente. De acordo com o treinador, o São Paulo/Barueri não passaria apertado se o São Paulo Futebol Clube honrasse seu compromisso e pagasse os valores combinados (a matéria não revela o valor exato). Sobre essa situação ele diz:

“Esse projeto está vivo por uma questão de amor ao esporte, por uma questão de acreditar que um dia tudo vai ser melhor, por acreditar nas pessoas, por trabalho, dedicação, atitude. Eu não ganho nada do projeto. Boto do bolso. Estou aqui porque eu gosto, vejo os olhos de cada uma. Levanto cedo porque sei que eu preciso estar aqui.”

E completou: “Eu não quis incomodar o (presidente Julio) Casares em função do time de futebol, de toda essa pressão que ele está vivendo: começa 2021, time perdendo, manda o treinador embora… enfim. Por ser são-paulino eu não quero ir para as vias de fato, quero conversar com o Casares, esperar a resposta.”

Apesar de compreender a situação de possíveis patrocinadores e do próprio São Paulo, o técnico alerta que está ficando sem condições de arcar com o projeto por si só:

“Eu não consigo levar (para a temporada 21/22). Eu não dou conta. Eu não posso bancar de novo. Não posso fazer isso com a minha família. Eu posso trabalhar de graça, posso ceder o espaço, mas não posso ficar bancando o time. Eu não tenho cabeça para isso mais”

Embora seja frágil estruturalmente, o São Paulo/Barueri apresenta resultados expressivos, em 2017 venceu a Série B da Superliga e em 2019 foi campeão paulista.

As Chiquititas, como o time é conhecido, ocupa o sexto lugar da atual edição da Superliga e já está classificado para os playoffs.

Até o momento o clube não se manifestou sobre a falta de pagamento à equipe de vôlei, mas você ficará sabendo de qualquer novidade aqui no Arquibancada Tricolor.

Fonte: UOL

Post anteriorSegundo jornalista que conversou com Diniz, Daniel Alves nunca disse que não queria jogar na lateral
Próximo PostCrespo planeja treino em dias de jogos no Morumbi
Formado em jornalismo pela Faculdade das Américas. Sempre amei escrever e sempre amei o São Paulo Futebol Clube. Essas duas paixões me motivam a produzir conteúdo sobre o meu time do coração. Mas eu também gosto de falar política, história e entretenimento. Porém, já aviso que minhas opiniões não são simples a respeito de nada. O mundo é complexo e eu não sou diferente.