Laterais
Laterais

Sabemos que fazer qualquer lista ou ranking com melhores jogadores de cada posição é sempre algo polêmico, mas resolvemos tentar com os laterais.

Reunimos nesta lista, 10 dos maiores laterais da história do São Paulo, entre destros e canhotos. Assim como fizemos em outras listas, não iremos classificar os nomes que aqui estão, para não cometermos alguma injustiça.

Confira conosco essa lista dos nomes que mais marcaram a história do Tricolor do Morumbi!

De Sordi

De Sordi era um jogador fora-de-série em termos de regularidade. Jogava sempre bem e sua noção de cobertura era inigualável. Apesar da pouca estatura, cabeceava muito bem.

Por isso chegou a jogar de zagueiro-central no São Paulo e também na Seleção Brasileira. Foi o lateral-direito titular da seleção campeã mundial na Copa de 1958.

Nilton De Sordi disputou 544 jogos com a camisa do Tricolor e fez sua estreia em 06/02/1952. Conquistou os títulos paulistas de 1953 e 1957.

Pablo Forlan

Campeão de tudo pelo Peñarol nos anos 60, veio ao São Paulo para acabar com o jejum que já durava 13 anos. Destacava-se pela garra.

Atribui-se a ele a frase: “O melhor momento de se amedrontar os adversários são os primeiros cinco minutos do jogo, quando o juiz nunca dá cartão“.

Travou grandes duelos com Ney, do Palmeiras. O encontro deles era uma atração à parte.

Cafu

Foi o lateral-direito que mais fez gols no São Paulo, não só pela excelência do seu futebol e do seu preparo físico, como também porque exerceu mais funções ofensivas do que outros, em atendimentos aos esquemas táticos mais modernos.

A versatilidade e disposição fizeram com que ele ganhasse rapidamente espaço no time profissional do São Paulo. Embora preferisse atuar como volante, Cafu foi deslocado para a lateral-direita pelo técnico Telê Santana. Chegou a colocar no banco de reserva o experiente Zé Teodoro.

Telê foi extremamente importante para o sucesso de Cafu. O treinador obrigava o lateral a melhorar os cruzamentos e os arremates a gol. “O Telê era chato, no bom sentido. Sempre procurava corrigir as falhas. Foi muito importante, não só para mim“, conta Cafu, que sob o comando do Mestre ajudou o São Paulo a conquistar o bi da Libertadores e o bi Mundial, ambos em 1992 e 1993.

Cicinho

Lateral extremamente ofensivo, um verdadeiro ala, Cicinho fez parte do esquadrão são-paulino de 2005, Campeão da Libertadores e do Mundo.

Além do apoio ao ataque, outra característica marcante do jogador eram os chutes potentes de fora da área.

Para os Tricolores, dois gols de Cicinho, nesse estilo, são inesquecíveis: ambos de falta contra o Palmeiras, pela Libertadores de 2005 (eliminando o rival da competição). 

Cicinho fez 151 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 21 gols. Conquistou os títulos do Paulista, Libertadores e Mundial, todos em 2005.

Noronha

Noronha foi um dos craques que tiveram participação importante para que a balança no futebol paulista inclinasse do lado do SPFC nos anos 40.

Formou com Bauer e Rui uma linha média inesquecível, uma das mais famosas do futebol brasileiro em todos os tempos.

Além da técnica refinada e da voz de comando, deu também seu toque especial nos cinco títulos da década de 40 com inesquecíveis gols de cabeça.

Foi campeão sul-americano em 49 e vice mundial em 50 pela Seleção Brasileira.

Alfredo Ramos

O apelido “Polvo” dá a dimensão da qualidade deste jogador: suas pernas finas e compridas agiam como os tentáculos de um polvo, buscando a bola onde ela estivesse.

Ambidestro, de início substituía Rui ou Noronha; efetivou-se como lateral-esquerdo – posição na qual foi convocado para a Seleção Brasileira, disputando o Sul-americano de 53.

Alfredo ainda foi técnico do São Paulo no início dos anos 70 e como jogador, fez 322 jogos, conquistando o título do Paulista de 1953.

Nelsinho

Outro lateral-esquerdo de alto nível formado nas divisões de base do SPFC, como Gilberto, André e Fábio Aurélio.

Era rapidíssimo nas decidas para o ataque e cruzava com muito perigo, com força e efeito. Atuou diversas vezes na Seleção Brasileira.

Em 91 foi emprestado para o Flamengo e, por ironia do destino, sofreu uma grave contusão no tornozelo, justamente num jogo contra o São Paulo. Quando voltou já não era o mesmo. Ganhou seu passe logo depois.

Títulos no São Paulo: Paulistas de 1980, 1981, 1985, 1987, 1989 e 1991, Brasileiro de 1986 e Campeão da Libertadores de 1992.

Leonardo

Um craque cuja cotação alcançou níveis comparáveis a Zico, Bebeto e outros grandes nomes do futebol brasileiro. Campeão Mundial em 1993, no ano seguinte também conquistou o mundo pela Seleção Brasileira.

Durante sua carreira jogou tanto como lateral-esquerdo como meia-esquerda. Sócio de Raí na Fundação Gol de Letra, manteve vínculos e bom relacionamento com o Tricolor.

Hoje é dirigente e foi técnico, com passagem por dois dos maiores times do mundo: Milan e Internazionale.

Fez 111 jogos pelo Tricolor e conquistou os títulos de Campeão Mundial de 1993, Campeão da Supercopa Sul-Americana de 1993, Campeão da Recopa Sul-Americana de 1993 e 1994, e Campeão Brasileiro de 1991.

Serginho

Palmeiras

Serginho chegou numa polêmica troca com o Cruzeiro, em 1997. No pacote, o São Paulo cedeu cinco jogadores aos mineiros, recebendo em troca apenas dois.

A matemática não explicava, o talento, sim. Com um futebol veloz e cheio de dribles, o lateral logo superou André, antes titular.

Por sua atuação destacada na lateral esquerda, mais parecia um ponta, marcando sempre muitos gols. Em 1999 foi negociado com o Milan, onde também obteve grande destaque e atuou até se aposentar.

Serginho fez 179 jogos pelo São Paulo e conquistou o título Paulista de 1998.

Junior

Júnior, jogador do São Paulo, durante a partida com o Santa Cruz pelo Campeonato Brasileiro de Futebol 2006, no Estádio do Morumbi.

Junior foi o grande nome da lateral esquerda do período mais vencedor do São Paulo após a Era Telê, entre 2005 e 2008.

Chegou ao São Paulo após rescindir contrato com o Parma, após ter passagens muito vitoriosas no Palmeiras e seleção Brasileira, fazendo parte e atuando na Copa do Mundo de 2002, quando marcou um gol.

Todo esse currículo foi completo com 201 jogos no Tricolor e as conquistas do Paulista, da Libertadores e Mundial em 2005, além do Tri-Brasileiro de 2006, 2007 e 2008.

Menções Honrosas

Nesta seleta lista, faltaram os nomes de outros grandes laterais que merecem uma menção honrosa:

  • Getúlio – 1977 – 1983
  • Marinho Chagas – 1981 – 1983
  • Zé Teodoro – 1985 – 1991
  • Vitor – 1990 – 1993
  • Ronaldo Luis – 1992 – 1995
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