André Jardine é o novo técnico do Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos. O brasileiro acertou com o clube de Dubai e comandará a equipe na temporada 2026/27, após assinar contrato válido por um ano. No novo desafio, será acompanhado por praticamente toda a comissão técnica que esteve ao seu lado na vitoriosa passagem pelo América do México. A única baixa será Paulo Victor, o PV, que assumiu recentemente a Seleção Brasileira Sub-20.
Jardine chega a uma das instituições mais tradicionais e vencedoras do futebol do Oriente Médio. O Shabab Al-Ahli é o clube mais vitorioso de Dubai e o segundo maior campeão da história dos Emirados Árabes Unidos, com nove títulos nacionais, atrás apenas do Al Ain, que soma 15 conquistas. O clube também detém o recorde de 11 títulos da President’s Cup. Na temporada 2025/26, a equipe terminou como vice-campeã da UAE Pro League e alcançou as semifinais da AFC Champions League Elite, principal competição de clubes do continente asiático.
Campeão olímpico com a Seleção Brasileira nos Jogos de Tóquio, em 2021, e técnico mais vencedor da história do América do México, com seis títulos conquistados em três temporadas, Jardine chega aos Emirados para liderar um projeto que combina ambição continental, desenvolvimento de atletas e crescente projeção internacional.
A presença brasileira é uma das marcas do elenco do Shabab Al-Ahli. Atualmente, o clube conta com 13 jogadores do país no grupo principal, entre eles os zagueiros Renan, campeão da Libertadores de 2021 pelo Palmeiras, e Kaiky, revelado pelo Santos, além do atacante Yuri César, um dos destaques da equipe, e do goleiro Matheus Donelli, formado nas categorias de base do Corinthians. Também fazem parte do elenco Igor Gomes, Rikelme, Kauan Santos, Mateus Henrique, Breno Lemos, Guilherme Bala, Thiago Scarpino, João Marcelo e Mateusão.
A estratégia de investir em jovens talentos brasileiros reflete uma política consolidada pelo clube nos últimos anos e que encontra sintonia com o histórico de Jardine na formação e desenvolvimento de jogadores. Antes de alcançar destaque no futebol profissional, o técnico construiu uma trajetória reconhecida pelo trabalho com jovens atletas nas categorias de base de São Paulo, Internacional e Grêmio, coroada com a medalha de ouro olímpica conquistada em Tóquio.
“Sempre gostei de me desafiar e buscar experiências que me façam crescer. Depois de tudo o que vivi no México, senti que era o momento certo para conhecer um novo mercado, uma nova cultura e continuar desbravando o futebol internacional. Também vejo essa mudança como uma oportunidade importante para evoluir, aprender coisas novas e aprimorar outros idiomas. Estou muito feliz, empolgado e motivado para este próximo capítulo da minha carreira”, contou o técnico de 46 anos, ídolo do América.
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