O jornalista Mauro Cezar Pereira falou no UOL Esportes sobre as contratações e sondagens do São Paulo nesta janela de fim de ano. Ao lado de Domitila Becker, Mauro respondeu a um posicionamento de um internauta, que afirmou que Rafinha atualmente seria apenas um “velho chato” e que teria sido uma contratação boa, mas em 2016. Sobre isso, o jornalista respondeu por partes, destacando inicialmente o exagero do torcedor, mas ressaltando a real condição de Rafinha, que variou entre uma equipe que ganhou tudo – o Flamengo de 2019 – para um que foi rebaixado – o Grêmio de 2021.

Quando alguém olha o copo meio cheio, pensa no Rafinha de 2019. Mas nós estamos entrando em 2022. É um jogador três anos mais velho, já veterano. E quem lembrar do copo meio vazio vai lembrar do Rafinha que se afundou no Grêmio rebaixado em 2021. É preciso entender que é um jogador veterano que teve o seu melhor momento no Brasil voltando da Europa em 2019 até o comecinho de 2020, mas jogando em um time muito forte – o melhor brasileiro dos últimos anos. E depois em um Grêmio desarticulado. Vai depender muito do conjunto do São Paulo, de ser um time bem montado. Além da condição física“, disse o jornalista, em um panorama da carreira do jogador nos últimos anos.

Cortina de fumaça

Na sequência, Mauro Cezar analisou a contratação como uma possível resposta da diretoria ao encontro ocorrido no último dia 16 de dezembro, em que o Conselho Deliberativo do clube se reuniu para aprovar temas sensíveis e polêmicos. Para o jornalista, esse esquema de rápida contratação poderia ser entendido como uma satisfação à torcida pelos protestos contra as pautas controversas deliberadas no Conselho.

Eu vejo essa contratação muito rápida como uma tentativa dos dirigentes do São Paulo de darem uma satisfação à torcida depois de toda a reclamação devido à mudança no estatuto, que permitiu, entre outras coisas, a reeleição do Júlio Casares na presidência. Então contrata-se um jogador de nome, rapidamente, para tentar acalmar os ânimos. Serve também como cortina de fumaça. Não acho que seja apenas uma contratação pensando no time de futebol. Há um outro efeito também, que certamente passa pela cabeça das pessoas“, completou Mauro.

Confira o vídeo completo com a opinião do jornalista abaixo ou clicando aqui.

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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.