A política de distribuição de ingressos gratuitos para conselheiros voltou ao centro do debate no São Paulo Futebol Clube. Atualmente, cada conselheiro tem direito a quatro ingressos por jogo — prática que vem sendo cada vez mais questionada por torcedores e movimentos políticos do clube.
Em entrevista, Tadeu Barbosa, representante do Movimento Nova Era Tricolor, criticou duramente o modelo e defendeu o fim total da gratuidade. Segundo ele, há uma desconexão entre os conselheiros e o programa de sócio-torcedor.
O número ideal de ingressos seria zero. Conselheiro não precisa ganhar ingresso, gostaria de ver eles sendo sócios-torcedores. Se pegar dos 260 conselheiros hoje do São Paulo, não chega a 20 que são sócios-torcedores. Deveria ser obrigatório os conselheiros serem sócio-torcedor diamante.”
Tadeu também criticou a cultura de privilégios dentro do clube e relembrou práticas do passado.
Sou totalmente contra qualquer gratuidade, conselheiro não tem que ter privilégio nenhum. No passado, o conselheiro pagava dobrado a mensalidade.”
Além disso, o debate se estende também às torcidas organizadas. Apesar de fazer parte de uma, ele afirmou ser contra a gratuidade irrestrita.
Sou de torcida organizada e sou contra a gratuidade para as organizadas. Defendo benefícios, mas não gratuidade.”
O tema deve seguir em discussão nos bastidores do clube, especialmente em meio a questionamentos mais amplos sobre governança, transparência e relação entre diretoria, conselheiros e torcida.
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