Um bom pontapé inicial do São Paulo em 2020

Espaço do Torcedor é a coluna quase que diária do Arquibancada Tricolor, que dá voz a todos os torcedores da arquibancada. Quer ver seu texto publicado aqui? Mande uma mensagem para nós!

Ainda com os mesmos fantasmas que me assombraram no ano passado, o São Paulo iniciou a sua jornada em busca do Título do Campeonato Paulista contra a equipe do Água Santa, então recém chegada à Série A da competição.

Campeonato este que não vencemos desde 2005 (ano maravilhoso para mim e acredito que para todos os são-paulinos). Aliás, não comemoro um título do São Paulo desde 2012 (esquece a Copa Harry Potter, sim o torneio da Flórida acontece na Universal e não na Disney).

Logo no início da partida de ontem ficou claro que a equipe adversária sabia quem estava enfrentando, por isso a opção de segurar a sua equipe atrás da linha do meio campo, o que de nada adiantou, pois em uma jogada de Vitor Bueno que encontrou o, até que enfim recuperado, Pablo que finalizou no canto esquerdo de Thomazella, colocando o Tricolor em vantagem no placar.

Com o decorrer do tempo, vi um São Paulo “rotativo” com vária peças flutuantes, criando inversões de posicionamentos dentro do campo, mas mantendo o mesmo esquema tático, hora zagueiro era lateral, hora centroavante era meia e hora meio-campista era zagueiro.

Assim como Michael Jordan em 1994, quando decidiu abandonar o esporte o qual era o melhor do mundo para jogar outro esporte o qual era somente um apaixonado, Daniel Alves, melhor lateral direito do mundo na atualidade, insistiu em jogar na posição a qual “acredita” saber jogar. Veremos os próximos capítulos dessa trajetória. Sorte a dele que Hernanes retornou em sua melhor fase desde 2019. Ufa!

Volpi foi Volpi em alguns momentos, fez duas grandes defesas seguidas na que foi a melhor chance da equipe visitante no jogo, em outros era só torcedor mesmo, praticamente o novo camisa 1 do São Paulo não teve muito trabalho a ser feito.

Com o avançar do tempo, nosso camisa 10 estava buscando a bola ao lado de Arboleda (vestiu verde, mas foi de zoeira, será? Pediu desculpas e vida que segue) e Bruno Alves, o que acabou forçando o Tchê Tchê (não que tenha feito a diferença) a se tornar o cabeça de área. O que parece que deu certo, visto que a equipe adversária ignorou totalmente a sua investida no meio campo, resultando em uma tabela entre Daniel Alves e Vitor Bueno, e uma insistência do camisa 10, que é destro mas que teve que usar a canhota (até hoje só tenho lembranças de laterais esquerdos que migraram para o meio-campo e tiveram destaque na nova posição) para empurrar a bola pra dentro da meta Aquática.

Até a primeira etapa fui levado a acreditar que, como em 2016, o esquema do Fernando Diniz daria certo, espantando uma das minhas assombrações do passado. Curti até o sorrisinho do “Fer” na volta do intervalo.

Na segunda etapa, voltamos como o mesmo apetite e com a mesma precocidade de alguns na hora de finalizar e sair para o abraço, só finalizamos.

A dupla Helinho e Juanfran oscilou em boas jogadas com alguns passes errados, mas nada que me desse alegria e nem a tristeza de um gol e, quando Juanfran procurava outros pares, encontrava o Hernanes dentro da área, que encontrava o Thomazella no gol adversário.

O placar estava favorável, por isso colocamos uma peça para equilíbrio na partida, Alexandre Pato entrou no lugar de Helinho, o que acabou com a oscilação de boas jogadas, ficamos somente com as ruins mesmo.

Sai um jogador formado na base Tricolor para a entrada de outro, o Profeta Hernanes saiu merecidamente ovacionado, para a entrada do menino Liziero, obrigando o time a uma mudança de postura com diminuição do seu ritmo, mas nada que comprometesse a estrutura e o resultado do jogo.

A árbitra Edna Alves Batista teve uma atuação de graça e precisa, passando despercebida (o que é excelente) não interferindo no resultado do jogo. Merece reconhecimento, afinal quando é para criticar a gente também critica, não é mesmo?!

Por fim, estreamos com vitória, ficando a sensação de que podemos mais e com a alegria de ver uma “novo” time. Entre tapas e beijos é ódio é desejo é peixão é loucura… E assim vou vivendo!!! Vamos São Paulo, Vamos São Paulo, Vamos São Paulo!

NOTA: Parabéns para o Reinaldo pela Rebeca, felicidades à família.


Marcelo Turolla

Foto: Rummens

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Comente com sua conta do Facebook: