10 grandes ídolos do São Paulo

A história do São Paulo FC está repleta de ídolos, em todas as décadas do clube e desde seu primeiro dia. Dentre tantos nomes, foi uma missão quase impossível elencar 10 aqui nesta lista.

É facilmente possível listarmos mais de 100 jogadores importantes na história Tricolor, logicamente alguns são ídolos, outros nem tanto, mas inesquecíveis para o privilegiado torcedor são-paulino.

Veja nossa lista com 10 grandes ídolos do São Paulo (sem ordem de grandeza):

Careca

Dirigente do São Paulo faz comparação entre a final da Copa e título Brasileiro do Tricolor
Foto: São Paulo FC

Tornou-se conhecido no Guarani, em 78, pelo título de campeão brasileiro e uma atuação de destaque na final, frente ao Palmeiras. Quando foi contratado pelo São Paulo estava em baixa, passando por um período tão ruim que para muitos não tinha retorno. Mas, estrutura, a camisa e o glamour do SPFC se encarregaram de recuperar este grande craque, importantíssimo nas conquistas dos títulos paulistas de 85 e 87 e do brasileiro de 86. Neste último, aliás, marcou um gol inesquecível na final contra o Guarani, empatando o jogo no último segundo da prorrogação. Jogou na seleção brasileira nas Copas de 86 e 90. Foi também campeão italiano pelo Nápoli, formando dupla com o argentino Diego Maradona. No final da carreira atuou, também com destaque, no Japão.

Careca disputou 191 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 115 gols. O atacante conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1985 e 1987, além do Campeonato Brasileiro de 1986.

Waldir Peres

Waldir Peres
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Seu grande concorrente nos anos 70 e início de 80 era Leão, do Palmeiras. Além de jogar bem, este último sabia se promover melhor. Mas Valdir era mais goleiro. Foi titular da Seleção Brasileira na Copa de 1982, integrando a equipe que, mesmo não tendo sido campeã, foi considerada a melhor do mundo, a exemplo do que ocorrera com a Hungria na Copa de 54 e a Holanda na de 74, além do Brasil de 50. Foi ainda um grande defensor de pênaltis.

Waldir Peres disputou 617 jogos com a camisa do São Paulo entre os anos de 1973 e 1984. O goleiro conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1975, 1980 e 1981, além do Campeonato Brasileiro de 1977.

Bauer

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Foto: Arquivo Histórico do São Paulo FC

Revelado nas divisões menores do clube em meados dos anos 40, seu futebol atingiu o clímax na época da Copa do Mundo realizada no Maracanã, em 1950, quando o maior estádio do mundo tornou-se uma das coqueluches do País – e Bauer ganhou o apelido de “Monstro do Maracanã”. Imaginem como ele jogava! – ainda mais sendo o único paulista titular da seleção vice-campeã mundial de 1950. Foi ainda capitão da Seleção na vitoriosa campanha do Pan-americano de 52 e na Copa de 54.

Bauer disputou 400 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 18 gols. O volante conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1945, 1946, 1948, 1949 e 1953.

Arthur Friedenreich

Arthur Friedenreich
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Friedenreich foi o Pelé dos anos 20. Em 1930, com a extinção do futebol do Paulistano, passou para o São Paulo, dando importante contribuição para a conquista do título paulista de 31, mesmo com 39 anos de idade. Atuou diversas vezes na Seleção Brasileira, tendo sido campeão sul-americano em 1919 e artilheiro do campeonato. Marcou 1329 gols nos seus 26 anos de futebol. Foi nove vezes artilheiro do Campeonato Paulista. Moreno dos olhos verdes e cabelos carapinha (filho de alemão com mulata), sua agilidade era tanta que os uruguaios e argentinos, reis do futebol naquela época, o apelidaram de El Tigre.

Friedenreich disputou 127 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 103 gols. O atacante conquistou o título do Campeonato Paulista de 1931.

Roberto Dias

Roberto Dias
Foto: Arquivo Histórico do São Paulo FC

Jogou na Seleção Olímpica em 1960, em Roma, formando o meio de campo com Gérson. Integrou diversas vezes a Seleção Brasileira. Foi o grande craque do São Paulo dos anos 60, década em que o time não conquistou nenhum campeonato paulista porque concentrava seus esforços na construção do Morumbi. Mas os torcedores iam a campo só para vê-lo, tamanha a intimidade que tinha com a bola. Colocava-a onde queria nas faltas perto da área. Dava chapéus inclusive em Pelé. Teve um infarto aos 28 anos, o que atrapalhou muito sua carreira.

Roberto Dias disputou 527 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 78 gols. O zagueiro conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1970 e 1971.

Pedro Rocha

São Paulo publica homenagem ao Rei Pelé nas redes sociais
Foto: São Paulo FC

O Verdugo era o seu apelido, porque “matava” os adversários com a sua categoria, seu chute fortíssimo, suas cabeçadas arrasadoras, sua visão de jogo. Uruguaio, veio do Peñarol com um currículo invejável, com títulos como campeão da Libertadores e do Mundo. Chegou em 71, com 28 anos, e brilhou com a camiseta tricolor até aos 34. Pelé não escondia a sua admiração por Pedro Rocha, dizendo que ele era, na sua opinião, um dos cinco maiores jogadores do mundo. Rocha é até hoje o único jogador uruguaio a disputar quatro Copas do Mundo (de 1962 a 1974).

Pedro Rocha disputou 393 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 119 gols. O meia conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1971 e 1975, além do Campeonato Brasileiro de 1977, quando não atuou.

Jose Poy

aniversário de Jose Poy, ídolo do São Paulo
Foto: Arquivo Histórico do São Paulo FC

Foi um goleiro tão seguro que teve seu nome cotado para a seleção brasileira da Copa de 54, mesmo sendo argentino. A imprensa pressionou, os dirigentes chegaram a consulta-lo sobre a eventual naturalização, mas a idéia acabou não dando certo. Foi técnico do time diversas vezes de 63 a 83, tendo sido campeão paulista em 75, vice-nacional em 71 e 73, vice da Libertadores em 74 e vice paulista em 82.

José Poy disputou 524 jogos com a camisa do São Paulo. O goleiro conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1949, 1953 e 1957 como jogador e de 1975 como técnico.

Leônidas da Silva

Leonidas da Silva
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Era considerado, quase por unanimidade, o melhor jogador do mundo dos anos 30 e 40. O São Paulo o comprou do Flamengo, na transação mais cara da história do futebol sul-americano até então, no valor de 200 contos de réis. Por ter passado um período em baixa, naquela época, corintianos e palmeirenses falavam que o Tricolor tinha comprado um bonde por 200 contos. Sua contratação, entretanto, pode ser considerada marco da consolidação do SPFC como time grande. Com Leônidas como estrela maior, o time ganhou cinco campeonatos paulistas em sete anos. Era tão bom que se credita a ele a invenção da bicicleta. Tinha apelidos auto-explicativos, como Homem de Borracha e Diamante Negro. Disputou pelo Brasil as Copas de 34 e 38. Foi o artilheiro desta última com 7 gols.

Leônidas disputou 211 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 144 gols. O atacante conquistou os títulos do Campeonato Paulista de 1943, 1945, 1946, 1948 e 1949.

Raí

Raí no Palmeiras nos anos 90? Ídolo do São Paulo foi especulado na época
Foto: São Paulo FC

Veio do Botafogo de Ribeirão Preto em 87 e demorou pouco para brilhar. Tinha o estigma de jogador lento. Tornou-se o capitão e virou uma espécie de símbolo do time que ganhou quase tudo em 91, 92 e 93. Acumulou títulos, como Paulistas (91 e 92), Brasileiro (91), Libertadores (92 e 93) e Mundial (92), fora tantos outros títulos que o São Paulo conquistou nestes anos.

Raí se transferiu para o PSG da França após o título da Libertadores de 1993 e voltou ao Tricolor em 1998 para encerrar sua carreira em 2000. Ainda teve tempo de conquistar mais dois títulos paulistas, em 1998 e 2000.

Raí disputou 395 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 128 gols. O meia conquistou os seguintes títulos pelo São Paulo: Campeão Paulista em 1989, 1991, 1992, 1998 e 2000; Campeão Brasileiro em 1991; da Campeão da Taça Libertadores da América em 1992 e 1993; Campeão Mundial Interclubes em 1992.

Rogério Ceni

Rogério Ceni comemora - São Paulo x River Plate em 2005
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Maior goleiro artilheiro do mundo, atleta exemplar, campeão mundial com a Seleção Brasileira, bicampeão mundial e da Libertadores, tricampeão brasileiro, capitão e líder incondicional do esquadrão tricolor, Rogério Ceni é a síntese do espírito são-paulino: competente, exigente, obstinado e vencedor.

O M1TO são-paulino deixou os gramados em 11 de dezembro de 2015, em uma noite memorável, mas está eternizado não apenas na história do São Paulo Futebol Clube, mas nos corações dos milhões de torcedores que acompanharam seus 25 anos de dedicação pelo clube. Uma trajetória que começou em 1990, aos 17 anos, nas categorias de base do Tricolor, e logo extrapolou os limites do Morumbi para bater marcas planetárias.

Para muitos o maior ídolo são-paulino de todos os tempos, o colecionador de recordes permeia mais de um quarto da história do São Paulo Futebol Clube. Capitão de tantas glórias, levantou nesse período mais taças do que clubes em toda uma existência.

Rogério Ceni disputou 1237 jogos com a camisa do São Paulo e marcou 131 gols. O goleiro-artilheiro conquistou os seguintes títulos pelo São Paulo: Campeão Mundial de 1993 (sem jogar) e 2005, da Libertadores de 1993 (sem jogar) e 2005, da Copa Sul-Americana de 2012, da Supercopa de 1993 (sem jogar), da Recopa de 1993 (sem jogar) e 1994 (sem jogar), da Copa Conmebol de 1994, da Copa Master Conmebol de 1996, do Brasileiro de 2006, 2007 e 2008, do Rio-São Paulo de 2001, e do Paulista de 1992 (sem jogar), 1998, 2000 e 2005

10 grandes ídolos do São Paulo. Quais são os seus?

Você consegue escolher os seus 10 dídolos da história do São Paulo? Comente a sua lista abaixo, se preferir, pode listar por ordem de grandeza.

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