Eder quer ficar no SPFC e fala sobre ser preterido por Crespo:
Foto: Maurício Rummens / São Paulo FC

O atacante Eder Citadin diz que quer permanecer no São Paulo na próxima temporada. Com contrato até o final de 2022, o ítalo-brasileiro afirma que errou ao jogar com dores contra o Internacional – o que agravou a lesão e prejudicou o restante do seu ano.

Acho que foi a chave do meu ano essa lesão. Atrapalhou. Fui querer jogar em cima de lesão, porque não estava bem e depois de 10 dias tive a recaída. Joguei o tempo inteiro com dores. Depois a gente começou mal o Brasileiro e eu fui lá querer jogar contra o Inter, depois em casa contra o Racing – e foi quando estourou tudo e falei que ia ter que parar e me cuidar bem“, esclareceu o atleta.

Sobre o período em que ficava no banco com Hernán Crespo, Eder explanou que era uma opção exclusivamente técnica do treinador argentino, tendo em vista que, à época, estava muito bem fisicamente.

Nesse período, estive sempre bem fisicamente, sempre treinando. Foi uma opção técnica, ele escolhia outros companheiros. Mas nunca fiz polêmica. Tinha respeito por ele e pelos meus companheiros que eram escolhidos. Não tinha essa história de que o Eder estava mal fisicamente ou não. Foi acho que exclusivamente uma escolha técnica e eu sempre respeitei“, informou Eder.

Eder fez apenas 29 jogos no ano, com 5 gols e 2 assistências. O Campeonato Brasileiro foi a competição em que mais jogou – foram 17 partidas, apesar de sair do banco na grande maioria delas. E o jogador atribui justamente a essa falta de sequência o fato de não ter rendido bem em 2021.

Willian, Douglas Costa, Hulk também tiveram esse tipo de lesão ao estar voltando ao Brasil, mas tiveram a oportunidade de ter sequência. Eu tive no Brasileiro 600 minutos jogados. O único jogo que joguei 90 minutos no Brasileiro foi contra o Bragantino. O resto foi 10 aqui, 20 lá. Você volta de lesão e entra 10 minutos aqui, 20 lá. É muito difícil você conseguir essa recuperação“, disse ele.

Por fim, Eder indicou que tem contrato vigente e pretende cumpri-lo. Aos 35 anos e com termo contratual no final da próxima temporada, o jogador indicou que vai trabalhar por oportunidades e para mostrar serviço. A não ser que não seja mais útil para o Tricolor.

Tenho contrato aqui. Então, a menos que a diretoria me chame para dizer que não me quer, eu tenho que ficar e fazer o meu trabalho sempre da melhor maneira possível“, completou o atacante.

Confira a entrevista completa do UOL com o camisa 23 do São Paulo clicando aqui.

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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.