São Paulo é o primeiro clube do Brasil a lançar fundo de investimento

Saindo nas frente dos outros clubes do Brasil e se espelhando em times do exterior, o São Paulo será o primeiro a captar recursos com base em instrumentos financeiros ao fazer uma oferta pública com esforços restritos de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc).

Essa é uma prática comum para os clubes de futebol, a de recorrer a investidores para a realização de financiamento.

Na Europa, mais de 20 equipes já aderiram a este método, dentre elas Ajax, Arsenal, Roma e Juventus. O Tricolor, com o fundo – denominado Brasileirão Fidc-NP, pretende levantar R$ 40 milhões junto a investidores profissionais, aqueles com no mínimo R$ 10 milhões em aplicações financeiras.






O São Paulo vai oferecer como garantia o contrato de pay-per-view que possui com a Rede Globo para a transmissão de suas partidas no Brasileirão. O valor do fundo corresponde a 50% do contrato do clube com a emissora de televisão.

A Globo não permite securitizar 100% do contrato para garantir-se contra eventuais dificuldades financeiras do clube, como processos trabalhistas, por exemplo. O Fidc vai pagar juros até março de 2023.

Com a intenção de atrair o interesse dos investidores, o fundo deve pagar 160% dos juros de mercado medidos pelo CDI. Na ponta do lápis, isso representa uma remuneração de 10,24% ao ano.

São Paulo Futebol Clube será o primeiro time brasileiro a lançar um fundo de direitos creditórios no mercado visando levantar mais dinheiro para a equipe

“O fundo está aberto a todos os interessados, mas a maior parte dos investidores deve ser mesmo de torcedores são-paulinos”, afirmou Elias Albarello, diretor financeiro do São Paulo em entrevista a IstoÉ.

Dessa forma, os recursos serão utilizados para quitar dívidas que cobram juros elevados, modernizar o estádio e o Centro de Treinamentos e também para comprar jogadores. Este método também tem a intenção de reduzir a dependência da venda de jogadores, principalmente da base, para times do exterior.

A justificativa para esta escolha é a de captar dinheiro mais barato, visto que com empréstimos bancários o clube paga cerca de 15,4% ao ano, já com o Fidc esse percentual pode cair para 12,4%.

A Ouro Preto Investimentos foi a escolhida por meio de licitação para ser a responsável pelo fundo, possuindo cerca de R$ 5 bilhões em ativos sob gestão. Já a administração e a custódia ficarão a cargo da Socopa.

Fonte: IstoÉ
Foto: saopaulofc.net

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