Setoristas opinam sobre o Caso Cueva

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Por Alexandre Lozetti e Marcelo Prado para o site GloboEsporte.com

Cueva levantou uma bola que o São Paulo precisa cortar com precisão. É hora de o clube retomar o controle em situações espinhosas com seus jogadores. Nos últimos anos, para justificar vendas impopulares, a diretoria usou um discurso que é real até a página 2: a de que quando o atleta quer sair, não há o que fazer para impedir.

É verdade que ter alguém insatisfeito no grupo pode gerar consequências perigosas, mas também cabe ao clube – no caso ao São Paulo, que não é o único a usar desse artifício:

1. criar condições de trabalho que leve os jogadores a quererem ficar;
2. não se curvar aos mimos de um atleta em detrimento do bem coletivo, que envolve milhões de torcedores, inclusive.

Ao dizer que não abre mão de Cueva, em frase de Raí no site oficial, o São Paulo se posiciona com franqueza e trata o caso de maneira adulta. Antes, fragilizado por gestões ruins, o clube tinha o hábito de só pensar em como se sairia bem com a torcida ao fim das negociações. A solução era batida e ineficaz: dizer que o jogador quis sair, forçou, pediu, etc.

Não cola mais. Cueva é péssimo profissional, e isso está provado por todos os dias que ele passou no Peru quando deveria estar treinando no CT, em 2017 e 2018. Mas seu contrato vai até 2021 e o São Paulo é que vai decidir quando vendê-lo. Não pode pesar só a vontade de um jogador mimado diante de tudo que envolve um time de futebol deste tamanho.

Cueva | Arquibancada Tricolor
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net24

A mensagem passada no “caso Cueva” é a de que o Tricolor não vai tolerar mais caprichos. Talvez, represente uma mudança na postura acomodada dos tempos recentes, de um clube que se acostumou a pensar pequeno. A presença de Raí e de gente jovem em outros setores do São Paulo é o instrumento dessa reviravolta.

Texto OriginalGloboEsporte.com

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