Foto: Reprodução / São Paulo FC

Você se lembra da última final que o São Paulo disputou? Não faz muito tempo, foi em 2019, também pelo Campeonato Paulista.

Assim como em 2021, o Tricolor também decidiu o Paulistão em um clássico, mas naquela oportunidade o rival era o Corinthians.

Se na atual temporada o time de Hernán Crespo terminou a fase de classificação com a melhor campanha, melhor ataque e um futebol vistoso, há dois anos as circunstâncias que levaram o Tricolor à decisão eram bem diferentes.

Para início de conversa, o time foi somente o quinto melhor clube no geral atrás de Palmeiras (1º), Santos (2º), Corinthians (3º) e Red Bull Brasil (4º). Para chegar ao mata-mata, aquela equipe passou como segunda colocada no Grupo D, liderado pelo Ituano, nosso adversário nas oitavas de final.

Momento de Crise, troca de técnicos e reviravolta com garotos

O contexto da época era de catástrofe. O time acabara de ser eliminado na pré-Libertadores para o Talleres, em um dos maiores vexames da história são-paulina, além de ter perdido dois clássicos: um para o Corinthians (2×1) e outro para o Palmeiras (1×0).

Nessa turbulência, o time teve três treinadores: André Jardine, Cuca e Vágner Mancini. Jardine caiu logo após a eliminação para o Talleres, Cuca assumiu em seu lugar, mas por complicações médicas deixou o clube. Sobrou para Mancini, que treinava os alvinegros até a semana passada, a tarefa de comandar o Tricolor. Ele manteve Antony titular e deu chances para Igor Gomes começar jogando, mudança fundamental na trajetória dos são-paulinos naquele torneio, pois Igor foi o grande nome nos jogos contra o Ituano marcando duas vezes no jogo de ida. Na volta, outro garoto brilhou: Liziero fez o gol que colocou o Tricolor na semifinal.

Semifinais

Mais aliviado e com a moral elevada, as semifinais contra o Palmeiras eram um grande desafio, já que o time sofria em clássicos. Contudo, as equipes empataram os dois jogos e a definição ficou para os pênaltis, onde Tiago Volpi e Gonzalo Carneiro fizeram a diferença e colocaram o time na decisão.

Final

A final, diante do Corinthians, foi bastante equilibrada. No jogo de ida, no Morumbi, as equipes ficaram no 0 a 0 e tudo ficou para ser decidido na Neo Química Arena. Aquela altura, o elenco Tricolor estava mais confiante e a possibilidade de título era real. Aos 31 minutos da etapa inicial, Danilo Avelar abriu o placar para os donos da casa, mas Antony conseguiu igualar o marcador antes do intervalo.

O segundo tempo foi tenso, sem grandes chances até que no fim da partida Vágner Love recebeu livre e marcou o gol que rendeu o vice-campeonato ao time do Morumbi.

Dos 23 relacionados para aquele duelo, 9 permanecem no clube até hoje. São eles: Volpi, Arboleda, Bruno Alves, Reinaldo, Luan, Igor Gomes, Igor Vinícius, Léo e Hernanes.

Naquele ano, depois da boa fase no Paulistão, o São Paulo voltou a oscilar, sendo eliminado da Copa do Brasil pelo Bahia e chegando em sexto no Campeonato Brasileiro.

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Formado em jornalismo pela Faculdade das Américas. Sempre amei escrever e sempre amei o São Paulo Futebol Clube. Essas duas paixões me motivam a produzir conteúdo sobre o meu time do coração. Mas eu também gosto de falar política, história e entretenimento. Porém, já aviso que minhas opiniões não são simples a respeito de nada. O mundo é complexo e eu não sou diferente.