Mais uma eliminação para a conta

Por: Gii Chierighini

Mais um dia se passou, e até aqui, nenhuma novidade: o São Paulo foi eliminado mais uma vez numa competição de mata-mata, a décima oitava vez desde a conquista da Copa Sul Americana de 2012. Desta vez, foi para o Atlético Paranaense, que conseguiu vencer por 2 a 1 na Arena da Baixada e empatar no Morumbi em 2 a 2 jogando um futebol corajoso, ousado e inovador.

Em primeiro lugar é importante dar os méritos ao Fernando Diniz, que montou um esquema de jogo que possibilitou a conquista da vaga e aos jogadores do Atlético, que venceram na bola um tricolor que oscilou demais nas duas partidas, e não conseguiu apresentar o futebol esperado.

Em segundo lugar, é importante dizer que o São Paulo é uma equipe em processo de montagem, e que passa por muitos ajustes desde a saída de Hernanes e Lucas Pratto. Isso significa que Diego Aguirre ainda vai rodar muito o elenco até encontrar os onze ideais, ou seja, o time continuará mudando nas próximas partidas.

A eliminação nunca será aceitável do jeito que foi, em casa e sofrendo o empate depois de abrir 2 a 0, mas estamos em fase de construção de uma ideia de jogo e do que queremos daqui para frente e isso demanda tempo e paciência com os eventuais tropeços e eliminações.

Especificamente no jogo de hoje o que vi foi um São Paulo se entregando, correndo e tentando de todas as formas buscar a classificação, que parecia assegurada com a abertura de 2 a 0 no primeiro tempo com Valdívia e Nenê. O tricolor dominava o jogo e com a boa vantagem dos gols tinha margem para manter a partida mais tranquila no segundo tempo.

Aí surgiu um pênalti, que não podemos condenar Liziero, pois a bola bateu no braço dele e isso torna o lance extremamente interpretativo, que mudou toda a partida. O 2 a 1 com o gol de Guilherme colocou pimenta no jogo e exigia do São Paulo um algo a mais para buscar mais um golzinho.

Então veio o segundo tempo e com ele, Diego Souza e Cueva entraram no lugar de Tréllez e Valdívia, que se esforçaram muito, mas não estavam em noite inspirada. Nenê, que jogou bem, também tentou e quase fez um golaço, mas parou no goleiro do Furacão. Foram muitas finalizações, tentativas de passe em direção ao gol e vontade, mas pouca organização e efetividade.

O São Paulo ainda joga lento, truncado, sem triangulações rápidas e finalizações precisas. A zaga também tem problemas e ainda falha em lances pontuais e cruciais da partida, como por exemplo, o segundo gol do Atlético de Matheus Rossetto. Na ocasião, o lateral direito entrou livre na área, sem marcação e o pior, estava na cara do gol para fazer o que bem entendesse.

Isso tudo é muito preocupante, pois o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul Americana nos reservam adversários mais difíceis e o tricolor precisa estar à altura desses confrontos para fazer uma campanha mais digna. E o São Paulo ainda não joga o futebol esperado.

É nítida as mudanças de Diego Aguirre no comando do time: esquemas diferentes em determinadas situações, jogadores estão mais aguerridos dentro de campo e a defesa está mais segura levando menos gols, porém, ainda falta um futebol mais entrosado, coeso e organizado com um time titular bem definido está em falta, e é isso que o nosso treinador precisa buscar de maneira incessante nesses próximos 4 meses.

Com a bola que está jogando hoje, é muito pouco para que o time jogue bem, vença partidas importantes e tenha um 2018 bem mais tranquilo e seguro em relação ao ano passado.

A expectativa é que este futebol esperado chegue de maneira regular no 2º turno do Campeonato Brasileiro, então até lá dá para acompanhar o desenvolvimento e a evolução do time.

Ressaltar o esforço e a entrega da equipe no jogo de hoje é importante, mas como disse acima, ainda é pouco. Falta muito mais para chegar no padrão São Paulo, um padrão aceitável pela torcida.

Mesmo com a eliminação, não é hora de desistir do Tricolor. É preciso acreditar no trabalho do Aguirre.

E você? O que achou do jogo? Você concorda com esse futebol apresentado?
E com o texto?

 

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