Olá, Arquibancada!

Eu sou o Anderson Dias e estreio aqui hoje minha coluna semanal que vai trazer informações, análises e opiniões mais ligadas à gestão, política e bastidores do São Paulo.

O dia é marcante, inclusive, pelos vários fatos ocorridos ontem (16/12). Quero começar com um recado ao presidente do Conselho Deliberativo do clube, Olten Ayres de Abreu, que menosprezou a manifestação de “50 pessoas” do lado de fora do Morumbi.

Primeiramente, tenho uma ótima memória. Além disso, o Arquibancada Tricolor não começou ontem. Fomos extremamente informativos e isentos durante a campanha eleitoral do clube, em 2020. E fui eu quem te entrevistou, se lembra? Dá uma olhada aqui no que você prometeu (Veja abaixo ou clicando aqui):

“Nossa ideia é que o tema (separação do clube social e do futebol profissional) seja discutido não só pelo Conselho. Pretendemos transmitir todas as reuniões para que o torcedor saiba o que acontece dentro do Conselho…”

Portanto, caro presidente do Conselho, não vou faltar com o respeito (como fez o senhor com os torcedores, até por que, cada um oferece o que tem), mas dizer que o senhor faltou com a verdade não é opinião, é fato.

No mais, as primeiras informações dão conta de que todos os absurdos votados ontem (de forma fatiada e sigilosa, tamanho o medo desse grupinho que pensa mandar no clube) foram aprovados.

O presidente Julio Casares se beneficia, podendo se recandidatar ao cargo (o que era vetado quando foi eleito) e os conselheiros também podem ser reeleitos já na próxima eleição. Fica claro e evidente, portanto, o movimento para benefício próprio às custas do São Paulo.

O número de conselheiros cairia de 260 para 200. Basicamente, o já fechado e ultrapassado sistema político do clube passa a ser ainda menos democrático. A equipe que já foi referência em administração está atolada em dívidas e foi ultrapassada por seus rivais em praticamente tudo.

Triste. Se o caminho fosse admitir o péssimo momento, jogar com um time mais barato por três anos para reestruturar de vez, com transparência e falando a verdade, nossa torcida teria abraçado. Mas, infelizmente, os dirigentes são políticos da pior qualidade. Só pensam em si, seus status e poder.

Portanto, conselheiros, presidente e demais dirigentes desse “clubinho fechado”. Com muito orgulho, estive lá entre as “50 pessoas”. Ali estavam torcedores que amam o São Paulo e que não se servem dele. E a minha torcida é para que esse movimento cresça cada vez mais, a ponto de vocês não terem como ignorar ou se fechar.

*As opiniões expressas aqui são de responsabilidade do autor do texto, e não refletem a opinião do site

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Sou Anderson Dias, jornalista, já passei dos 30 e todas as minhas escolhas profissionais (e muitas pessoais) são ligadas ao São Paulo Futebol Clube. Me formei em Jornalismo, fiz alguns cursos ligados ao esporte e também pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo.