Existe luz no fim do túnel? Volpi brilha e garante ponto importante contra o Galo
Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

O torcedor do São Paulo se acostumou a reclamar do goleiro após a saída de Rogério Ceni do posto. O Mito deixou o posto na temporada de 2015 e desde então o São Paulo não conseguiu colocar um arqueiro que acabasse com a desconfiança da torcida.

Nos últimos anos, passaram pelo gol do clube Dênis, Renan Ribeiro, Sidão, Léo, Tiago Volpi, Jean e Lucas Perri. O goleiro que mais passou confiança entre esses foi o atual camisa 1.

Contratado junto ao Querétaro, do México, primeiro por empréstimo e depois em definitivo (por 5 milhões de dólares (cerca de R$ 21 milhões), Volpi oscilou em seu começo no São Paulo.

O jogador chegou a ser barrado na primeira temporada que esteve no time para dar lugar a Jean ao longo do Paulistão-2019, porém, retornou e ganhou novamente a vaga.

Porém, a oscilação não acabou e o goleiro sempre esteve entre críticas e elogios durante os últimos meses. Ainda assim, até o começo do mês de agosto, o camisa 1 era apontado por muitos como um goleiro ideal para a situação do São Paulo.

Volpi porém, falhou em momentos importantes da temporada e foi colocado contra as cordas. Primeiro na eliminação contra o Palmeiras na Libertadores (onde o jogador falhou em dois gols – primeiro no empate por 1×1 ao não defender o chute de Patrik de Paula e depois na volta no Allianz onde não defendeu o tiro de Raphael Veiga).

Dias depois, o goleiro voltou a falhar em um jogo de mata-mata, dessa vez contra o Fortaleza, ao não impedir um cruzamento que terminou em gol de Yago Pikachu.

Entre as partidas pelas quartas de final da Copa do Brasil, o São Paulo parou por 14 dias. E estes foram usados pela diretoria para sair em defesa de Volpi. O diretor de futebol, Carlos Belmonte e o coordenador de futebol, Muricy Ramalho, comentaram que estão satisfeitos com o arqueiro tanto em campo, quanto fora dele (elogiando a postura profissional de Volpi).

Ainda que os elogios tenham vindo de dentro da diretoria, o jogador voltou a falhar contra o Fortaleza. Os gols de Ronald e Henriquéz foram a gota d’agua para colocar o número 1 do São Paulo no centro das críticas.

O treinador Hernán Crespo e o jovem Rodrigo Nestor também saíram em defesa do jogador. No clube, a ideia é de não “queimar” o atleta e a partir dos elogios públicos, ajudar Volpi a retomar a confiança.

A estratégia demorou alguns jogos para se mostrar correta. O jogador oscilou contra o Atlético-GO e América-MG, mas suas falhas não resultaram em gols. Com isso, o goleiro adquiriu um pouco de confiança – o suficiente para parar o ataque do Atlético-MG no duelo deste sábado.

Ao todo, foram 11 finalizações dos mineiros e quatro acertaram o gol do camisa 1 que esteve pronto para ajudar a equipe. Duas finalizações de Guilherme Arana levaram grande perigo e foram espalmadas pelo goleiro para escanteio. No fim do jogo, o lateral atleticano elogiou a boa apresentação do jogador Tricolor: “Mérito do Volpi [São Paulo não tomar gol]. Hoje criamos, mas infelizmente a bola acabou não entrando no gol“.

O jogador agora terá uma semana para restabelecer a confiança total – no duelo ficou claro que o jogador ainda sente a pressão nos lances com os pés. O São Paulo joga contra a Chapecoense no próximo domingo e até lá, Volpi poderá voltar ao nível encontrado no Paulistão, onde foi um dos principais atletas no time que conquistou o título após oito anos e meio sem taças.

Confira os números de Volpi no jogo

  • Defesas: 4
  • Defesas difíceis: 2
  • Toques na bola: 39
  • Acerto de passe: 19/27 (70%)
  • Lançamentos: 3/11
  • Cortes: 2

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Pedro Vinicius, 24 anos e sou de São Paulo. Formado em jornalismo e especialista em jornalismo esportivo sou apaixonado por futebol desde sempre.