André Villas-Boas, treinador português de apenas 40 anos, começou sua carreira de maneira meteórica, e atualmente se encontra desempregado e se recuperando de uma lesão numa corrida de rally. O último trabalho do português foi a frente do Shangai SIPG, da China.

O jovem treinador deu uma entrevista ao Estadão, após participação no Prêmio Laureus. Nessa entrevista ele afirma que pretende trabalhar no Brasil, e o São Paulo, é o clube que mais o anima: “Tive uma conversa com o São Paulo quando eu sai do Chelsea e ficamos muito próximo de um acerto. Fiz algumas reuniões com o Juvenal (Juvêncio, presidente na época), mas as coisas não evoluíram”

O treinador era o mais cotado para treinar o tricolor após a saída de Emerson Leão. Tudo estava certo, até que o Tottenham chegou e fez uma oferta milionária e ficou com o treinador. Porém é importante, frisar, que Villas-Boas é amigo de Raí: “Deixa ele arrumar aquilo lá e no futuro a gente pode ver”.

Ele deixou o Shangai em novembro, e agora está de volta ao mercado. André pensa na Europa, mas não vira as costas para o Brasil: “Quero ficar mais uns dois ou três anos na Europa e depois queria tentar algo no Brasil ou no Japão. O São Paulo é a prioridade por ter sido o clube brasileiro que me fez proposta”.

Ele ainda salientou o calendário brasileiro: “Eu já falei para alguns dirigentes. O calendário é muito apertado e não permite o desenvolvimento. A importância dos Estaduais não deixa que as coisas mudem e 20 equipes na primeira divisão é muita coisa. Talvez, 18 fosse um número melhor. O curioso é que mesmo assim, continuam saindo talentos”

O treinador ainda disse que para China, não volta: “Mudaram o regulamento no meio do campeonato, diminuindo o espaço para os estrangeiros e obrigando a utilizar mais garotos, que claramente não estão preparados. O nível técnico do campeonato tende a cair”.

Sobre a carreira:

André Villas-Boas, começou a carreira como observador de José Mourinho, de quem é grande admirador. Em 2010, iniciou sua carreira como treinador no Académica de Coimbra de Portugal. No ano seguinte foi para o Porto, onde fez um ano esplendoroso. Foi campeão português, campeão da Taça de Portugal e campeão da Liga Europa. Foram 58 jogos, com 49 vitórias, 5 empates e apenas 4 derrotas.

Em 2012, foi contratado pelo Chelsea, para levar o time londrino de volta as conquistas. Porém, no clube londrino, ele não foi bem e depois de apenas 40 jogos, foi demitido. Vale lembrar que foi Villas-Boas quem montou a equipe que foi campeão da Champions do mesmo ano, mas o treinador campeão foi Roberto Di Matteo.

Em 2013, foi para o Totetenham, e após uma temporada regular, caiu na metade de 2014 do clube londrino. No fim do mesmo ano, assumiu o Zenit da Rússia.

Ficou até 2016 no clube russo, onde conquistou um campeonato russo, uma taça da Rússia e uma Supertaça da Rússia.

No ano passado assumiu o Shangai SIPG, onde foi vice-campeão chinês, vice-campeão da taça da China e chegou até as semifinais da Champions League da Ásia.

Por Victor Vasques