Zizinho: Craque da Copa de 50, ídolo de Pelé e ídolo do São Paulo

Um dos maiores jogadores de todos os tempos, que foi ídolo de Pelé, craque da Copa do Mundo de 1950 e ídolo de Flamengo, Bangu e São Paulo, foi o gênio Zizinho.

Infelizmente, ele brilhou em uma época em que os jogadores de futebol não tinham o mesmo impacto midiático de hoje em dia. Se fosse como hoje, certamente essas premiações de Bola de Ouro da FIFA, Ballon d’Or ou Puskas, teriam o ‘Mestre Ziza‘ em suas listas. Há quem diga que Zizinho foi até maior que Pelé.

Zizinho e Pele Arte de Mario Alberto GE | Arquibancada Tricolor
Arte de Mario Alberto para o ge.com

O início de tudo

Sua carreira brilhante teve início, quando aproveitou uma chance no lugar de outro mito, Leônidas da Silva, ainda no Rubro Negro, e daí pra frente, só alegria para quem teve a sorte de presenciar suas jogadas.

Em uma negociação confusa e polêmica dos dirigentes do Flamengo, Zizinho foi para o Bangu em 1950, ano em que foi eleito o destaque e melhor jogador da Copa do Mundo, apesar da derrota para o Uruguai, que nunca foi digerida.

O amor pelo São Paulo

Amigos de Zizinho, como o jornalista Fernando Horácio, autor do prefácio de seu último livro, contam que ele morreu magoado com o Flamengo, que o negociou para o Bangu, mas não com o São Paulo, clube que nos últimos anos dizia ser seu preferido, segundo a Folha de São Paulo.

De acordo com uma matéria da ESPN, circula todos os dias nas ruas de Niterói um Gol vermelho G3, que não é mais fabricado, e que foi o último automóvel de Zizinho. Um presente do São Paulo FC.

“Fizeram uma festa e deram o presente lá em São Paulo. Ele adorava. O São Paulo tinha muito reconhecimento e muito amor por ele, e ele pelo São Paulo. Sempre que tinha algum evento no Morumbi os diretores mandavam um táxi pegar papai aqui e levar ao aeroporto. Depois, alguém o recebia em São Paulo. Tratavam ele com muito carinho”, disse sua filha, Kátia Regina à ESPN.

Zizinho fez 67 jogos e marcou 27 gols com a camisa Tricolor, conquistando o título paulista de 1957, que foi inesquecível para quem vivenciou a “tarde das garrafadas” no Pacaembu. Uma história que você pode entender melhor aqui no belo texto de Alexandre Giesbrecht.

Neste vídeo abaixo, um pouco do amor e vínculo do gênio com o São Paulo:

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