Sub-15 e Sub-17 do São Paulo estreiam com vitória no Paulistão de suas categorias
Foto: São Paulo FC

Quando você procura a definição da expressão “água de salsicha”, você encontra essa definição: Sem serventia, utilidade; cuja existência é dispensável; refere-se a algo ou alguém considerado imprestável, ineficaz; que não acrescenta positivamente. Um pouco duro, mas no mundo do futebol, infelizmente é assim.

Esses dias, vendo a movimentação do mercado de jogadores entre clubes, na janela de transferência, vi alguns nomes que carregavam alguma expectativa na base Tricolor, mas se encaixam perfeitamente nessa definição, quando penso na passagem deles pelo São Paulo.

É claro que alguns vão discordar, mas aqui trata-se de uma opinião perante a tudo que vi (ou no caso, não vi) de suas atuações com a camisa Tricolor, que não me desperta nenhuma saudade ou interesse em vê-los retornar um dia.

Obs.: Não incluí nessa lista aqueles que nem deveriam ter vindo, como Maicosuel, Biro-Biro, Calazans, Kieza e outros perebas que não geravam qualquer expectativa ao torcedor são-paulino.

Obs.2: O tópico não tem intenção de ofender nenhum dos atletas, mas apenas comentar sobre o baixo rendimento profissional com a camisa do São Paulo.

João Schmidt

João Schmidt em partida da Libertadores de 2016

Atualmente no Nagoya Grampus, do Japão, o volante deixou o Tricolor em julho de 2017, após não ter renovado o seu contrato, indo para a Atalanta da Itália, sem gerar lucro ao São Paulo.

João Schmidt teve mais chances em 2016, sendo titular na campanha da Libertadores daquele ano, marcando inclusive um gol contra o time do Trujillanos e outro no Brasileirão contra o Fluminense, mas foi muito pouco em 70 partidas disputadas com o Tricolor.

Houve uma certa expectativa em ver um volante da base crescer no elenco, mas infelizmente ele não se firmou e não deixou saudades.

Lucas Evangelista

Lucas Evangelista em partida pelo São Paulo — Foto: Mark Thor / Orlando City

Atuando hoje pelo Red Bull Bragantino (emprestado pelo Nantes da França), o meia, atualmente com 26 anos, foi contratado pelo São Paulo ainda na base, enquanto atuava pelo Desportivo Brasil.

Foi promovido ao time principal em 2013 após a eliminação na Libertadores do mesmo ano. Com o time em crise e mal das pernas, não conseguiu muito destaque, embora tenha marcado seu primeiro gol, pouco depois de subir.

“Cercado de expectativas e blindado pelo clube”, como diziam as manchetes da época, Lucas Evangelista infelizmente ficou apenas nesse gol e não vingou no Tricolor, sendo negociado com a Udinese da Itália.

Lucas Fernandes

Lucas Fernandes, grande esperança que não se concretizou

Recentemente acertado com o Botafogo por empréstimo pela Portimonense, o ex-meia do São Paulo foi o autor do gol do título da Copa Libertadores Sub-20 em 2016 e um dos grandes nomes de Cotia.

Sem dúvidas, o mais promissor entre todos os jogadores da lista, é ambidestro, foi camisa 10 de todas as categorias e jogou até na seleção de base, mas no time profissional, embora tenha marcado um gol de falta contra o Botafogo no Brasileirão de 16, sofreu com problemas físicos.

Com Ganso jogando bem em 2016 e Cueva em 2017, Lucas Fernandes era a esperança dos torcedores que viam o São Paulo errar com Maicosuel, mas o jovem acabou não correspondendo e foi negociado com o clube português após empréstimo.

Shaylon

Shaylon
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Meia-atacante que chegou ao São Paulo em 2017, vindo da Chapecoense, acumulou empréstimos para Bahia, Goiás e Atlético Goianiense, clube que defende neste momento, mas sem se destacar com a camisa Tricolor.

Com poucos bons momentos no Morumbi, o jogador participou de 39 partidas com apenas 4 gols marcados e chegou até ser reintegrado por Hernán Crespo em 2021, mas ao longo da temporada, não agradou.

Em acordo com a diretoria, deixou o clube e acertou vínculo com o clube goiano, onde vem se destacando na temporada 2022, até aqui.

Ademilson

Ademilson após seu gol de bicicleta na Copa do Brasil 2014 – Foto: Reprodução Internet

O atacante que hoje veste a camisa do Wuhan Three Towns, da China, é muito lembrado por um gol de bicicleta na Copa do Brasil de 2014 contra o CRB, mas nunca se firmou no Tricolor.

Após empréstimos ao Yokohama Marinos e Gamba Osaka do Japão, foi contratado por este último clube em 2017, porém teve o contrato rescindido em 2020 após ter dirigido alcoolizado e provocado um acidente. O jogador teve bom desempenho no futebol japonês com 100 jogos, 37 gols e uma relação de ídolo com os torcedores do Gamba Osaka.

Após o episódio, acertou com o clube chinês, curiosamente, da cidade que foi o centro da epidemia do Novo Coronavírus em 2019.

Sérgio Mota

Sergio Mota - Foto: saopaulofc.net
Sergio Mota em treino no CT da Barra Funda

Talvez, o mais emblemático caso de um jovem extremamente talentoso na base, que não deu certo no time profissional.

Muitos viam Sergio Mota como um jogador brilhante, que seria um dos grandes nomes do São Paulo na era pós Tri-Brasileiro (entre 2006-2008), não apenas pelo que mostrou nas categorias de base, mas em algumas partidas do time principal.

Destaco um jogo, sob um dilúvio no Morumbi, em janeiro de 2008 contra o Juventus, em que deixou uma ótima impressão com assistências e ataques, atuando ao lado de Adriano “Imperador” e um time bem arrumado.

Após seu vínculo com o São Paulo não ser renovado em 2012, o meia passou por várias equipes e atuou recentemente pelo Oeste-SP.

Outros nomes para essa lista?

Se forçar mais a memória, é muito provável encontrar mais jogadores que se enquadrariam nessa definição em relação ao que apresentaram com a camisa do São Paulo.

Você se lembra de algum que gerou expectativa, mas não deu em nada? Comente em nossos canais!

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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41 anos, paulistano, são-paulino e um dos criadores do Arquibancada Tricolor. Apaixonado por Formula 1, Futebol, boa música e tecnologia!