Ceni explica mudança de sistema de jogo
Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net

Nos anos de 2006, 2007 e 2008, o São Paulo fez história ao conquistar o Campeonato Brasileiro consecutivamente – único clube no país a alcançar esse feito. Além de o técnico ser o mesmo, qual seja, Muricy Ramalho, havia outra coincidência no time no triênio glorioso: o esquema tático. Naqueles idos, foi adotado o famoso 3-5-2, esquema com três zagueiros, que dava ao Tricolor uma solidez defensiva e, ao mesmo tempo, possibilitava um time dinâmico e bastante objetivo.

Esse São Paulo vencedor ficou no passado. Hoje, a instituição se encontra em uma situação financeira deveras diferente, e há, como reflexo, uma escassez de títulos que incomoda sobremaneira quem dirige e quem acompanha o clube. No entanto, duas figuras remanescem daquele período: o capitão, Rogério Ceni, agora técnico, e o treinador, Muricy, agora coordenador. Durante o ano de 2022, o Tricolor estava adotando um sistema tático com uma linha de quatro atrás. Todavia, contra o Juventude, no jogo de volta da Copa do Brasil. Ceni surpreendeu e adotou a lendária linha de 5, consagrada no tricampeonato – e deu muito certo.

Na coletiva de imprensa após a vitória por 2×0, então, a primeira pergunta direcionada ao treinador foi justamente o porquê da alteração. E ele apresentou suas razões, com ênfase na análise do que vinha ocorrendo nos últimos jogos quando da adoção do cenário tático reiterado ao longo da temporada.

Nos últimos dois jogos não fomos tão bem jogando numa linha de 4. Na última partida, contra o Fortaleza, tomamos o gol numa inversão de jogo em que o Pikachu faz o gol nas costas do Welington. Em Caxias, contra o Juventude, tomamos um gol numa inversão da esquerda para direita nas costas de Igor Vinícius. Nos últimos jogos, não estávamos bem. Tecnicamente, caímos um pouco. Ontem, experimentei no treinamento essa formação e me senti um pouco mais seguro, uma vez que a linha de 5 cobriria melhor as inversões do Juventude. Com Léo e Diego, dois jogadores que têm como característica de conseguir ganhar espaço. Ganhamos mais amplitude de campo com Reinaldo e Igor Vinícius. E com dois centroavantes de área, para ter justamente essas bolas de linha de fundo cruzadas pela frente e pelo alto“, explicou Rogério.

Acompanhe a entrevista coletiva completa abaixo. Ou clique aqui.

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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.