Tchê Tchê
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Contratado em marco de 2019 a pedido do técnico Cuca por 25 milhões de reais junto ao Dínamo de Kiev, Tchê Tchê foi uma das contratações mais caras do São Paulo. Com a chegada do técnico Fernando Diniz, que já havia trabalhado com ele no Audax, o jogador assumiu importante função no time, mas, na reta final do Brasileirão, foi justamente um desentendimento com o treinador que fez o meia trocar de clube e ir parar no Atlético-MG.

Contra o Red Bull Bragantino, quando o Tricolor perdeu por 4×2 – naquele que seria o marco para a perda do título da competição nacional -, Diniz, à beira do campo, insultou Tchê Tchê de forma veemente. Chamado de “perninha” e “mascaradinho”, o meia revelou, posteriormente, ter se sentido ofendido, mormente pela situação não ter soado bem para a sua família e amigos. O esclarecimento se deu no podcast PodPah.

A escolha que eu fiz foi deixar a instituição falar mais alto do que a mim ou ao Diniz. Fazia tempo que o clube não ganhava. Foi algo que me deixou mal. Eu fui criado de uma maneira a sempre respeitar as pessoas. Eu poderia ter virado e xingado, mas não fiz isso. Eu simplesmente mantive a minha postura, do meu dia a dia. Isso fez mal não só para mim, que escutei. Escuto coisas piores, mas ignoro. O meu pai me ligou chorando. É totalmente na contramão dos princípios que fui criado. Não sou mala, perna ou arrogante. Ele foi mal naquilo. Ninguém me protegeu no clube. Diziam que o Diniz era meu pai… Eu não tenho pai nenhum no futebol. Fiquei sem entender. As coisas tomaram uma proporção que eu chegava nos locais e me chamavam de “perninha”. Não sou isso“, disse ele.

Confira o trecho abaixo ou clicando aqui.

O episódio criou um clima ruim e o jogador acabou sendo emprestado ao Atlético-MG. No Galo, apesar de não ter sido titular absoluto – em decorrência da concorrência com jogadores de qualidade do elenco, como Allan e Jair -, o atleta teve importante desempenho na campanha do bicampeonato brasileiro do time mineiro. Até por isso, o presidente do clube, recentemente, teceu fortes elogios ao jogador, indicando que o exercício da opção de compra seria algo iminente.

Tchê Tchê tem contrato até o final de maio. São mais cinco meses no mínimo e, por isso, a gente não acha que seja o momento de tratar disso agora. Temos a opção de compra. Veremos o que acontece até lá. É um grande jogador, muito profissional. Fico até encabulado pelo fato de ele ser tão tranquilo. Educado, trabalha muito. É de confiança do técnico Cuca. Estamos muito satisfeitos com ele“, disse Sérgio Coelho.

Confira o trecho da entrevista do presidente ao “Bica Galo” abaixo ou clique aqui.

Contudo, o jornalista Jorge Nicola apurou que o clube optou por não exercer o direito de compra. Com isso, Tchê Tchê deverá retornar ao São Paulo no final de maio ou antes – a depender das pretensões do Galo com relação ao atleta. Pelo clube mineiro, foram 57 jogos em 2021, um gol marcado e os títulos do Mineiro, Brasileiro e Copa do Brasil. A notícia da não compra foi também divulgada pelo UOL Esportes.

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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.