#ColunaAT – O clube da fé está de volta com o técnico da fé!

Espaço do Torcedor é a coluna quase que diária do Arquibancada Tricolor, que dá voz a todos os torcedores da arquibancada. Quer ver seu texto publicado aqui? Mande uma mensagem para nós!

O jornalista Thomas Mazzoni nunca esteve tão certo quando afirmara em 1937 que o São Paulo seria o “Clube da Fé”, o Tricolor que tinha sido recém-fundado em 1930 almejava alcançar os feitos do antigo São Paulo da Floresta, porém sem o mesmo prestigio, carisma e jogando de favores o Tricolor levaria somente a fé no destino para alcançar as glorias.

Agora o que estamos vendo nos dias de hoje é um pouco do que aconteceu em 37. O São Paulo atual vindo desacreditado e criticado por todos, sem exceção, jornalistas, rivais e até mesmo alguns torcedores, relutando para ser um pouco do que foi na década passada. Considerado o “patinho feio” entre os classificados, aquele que não encantava e que não jogava, agora está de novo a uma final de Campeonato Paulista depois de 16 anos após eliminar o Ituano e ontem o Palmeiras em pleno Allianz Parque.

A última vez que tinha escrito sobre o São Paulo foi exatamente no jogo contra o Palmeiras pela primeira fase do Campeonato Paulista, descrevi um Tricolor apático, sem criações e sem sorte, como em muitos jogos que vimos na temporada, enfrentando um adversário maduro e consistente.  

Pois bem, se falassem que em menos de um mês o São Paulo estaria eliminando este mesmo adversário e sendo superior em sua própria casa não acreditaria, assim como a maioria da torcida tricolor. Fato é que depois de uma mudança de comando o time tomou outra cara dentro de campo, o que vemos é um contraste entre o São Paulo antes e depois do mata-mata, claro, ainda com dificuldades e limitações que são normais para um time que ainda está sendo montado. 

Foi fácil? Claro que não, como todas as situações que envolvem o São Paulo ultimamente não são, os 30 mil tricolores que compareceram ao treino de sábado já sabiam, sabiam também que o time é limitado, mas preferiram deixar isso de lado. Assim como em 37, o São Paulo só tinha a fé. Fé em sua base, nos 30 mil torcedores no treino, fé do religioso técnico Cuca, esta que foi grande o bastante para espantar todo azar, ou no popular, a “zika” que estava no time são-paulino, só não foi suficiente para fazer aquela bola do Antony entrar no primeiro tempo, ou também fazer com que o mesmo Antony ficasse dez centímetros atrás para que o gol em que estava impedido fosse validado.

Mas com certeza teria que ser com emoção, com fé, teria que ser com Tiago Volpi também contestado, ir de herói para vilão e herói novamente tudo em menos de cinco minutos. Hoje o São Paulo ganhou mais que a classificação, mas ganhou a alma e novamente o orgulho para ser chamado de o Clube da Fé.  


Levi Natan. Paulista, estudante de jornalismo, amante de esportes e do mais apaixonante destes, o futebol, seja ele bom ou ruim, futebol já basta.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site






Foto: Rummens

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