Segundo jornalista, Julio Casares conversa com investidor para temporada 2022
Divulgação

A cada notícia de contratos rescindidos, processos perdidos e contratações, nós, torcedores do São Paulo, já temos logo o primeiro impacto: a grana. São diversos jogadores recebendo do clube sem jogar por aqui, caríssimas chegadas e parcelamentos que, pelo jeito, acabam em 2050.

A situação catastrófica tem solução a curto, médio e longo prazo, mas poderia ter um sinal claro da nossa diretoria e do Conselho Deliberativo: uma Lei de Responsabilidade Fiscal no São Paulo. A ideia é simples: a diretoria fica proibida de gastar mais do que o clube arrecada. Caso isso ocorra, os dirigentes e responsáveis por estourar o “teto” são responsabilizados individualmente, respondendo com seus bens.

Parece utópico, mas tal ferramenta já existe no Flamengo. Uma aprovação como essas traria mais credibilidade e uma previsibilidade para a recuperação financeira real do São Paulo.

Fora isso, continuaremos nesse desespero. Para rescindir um contrato de jogador ou técnico, precisamos fazer um parcelamento de anos. Salários estão atrasados, direitos de imagem também e, ainda assim, o clube segue contratando.

Fica então a dica aos são-paulinos que ainda existem na Diretoria e no Conselho (aliás, que lindo foi o dia 23 de janeiro de 2022…): aprovem uma Lei de Responsabilidade Fiscal, coloquem em público e com o CPF de vocês que o São Paulo não vai gastar mais do que arrecada a partir de agora.

Ou é isso, ou vocês terão de pagar juros sobre juros e não teremos como competir com Palmeiras, Flamengo, Atlético Mineiro, Red Bull Bragantino e outros. Honrar compromissos é o mínimo pra quem deseja voltar a ser protagonista.

Chega de fazer empréstimo pra pagar empréstimo.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Post anteriorTricolor apresentará novidade nos uniformes em 2022
Próximo PostRonaldo Luís: “O anjo da guarda Tricolor, é mais famoso do que meu próprio nome.” – Entrevista AT
Sou Anderson Dias, jornalista, já passei dos 30 e todas as minhas escolhas profissionais (e muitas pessoais) são ligadas ao São Paulo Futebol Clube. Me formei em Jornalismo, fiz alguns cursos ligados ao esporte e também pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo.