Especulação pós-derrota e cortina de fumaça - opinião
Foto: São Paulo FC

O São Paulo vive mais um momento turbulento, em mais uma temporada. É assim desde a reeleição de Juvenal – momento em que as coisas começaram a desandar, aparentemente. Coincidentemente, no epicentro de uma patente crise esportiva, paralela à financeira, mais uma vez a pauta da reeleição presidencial margeia o clube. Em franco declínio, o Tricolor jogará a vida na semana que vem, mas os conselheiros focam esforços é na perpetuação política. E, para variar só um pouco, após outra derrota vexatória, surge uma nova especulação espetaculosa; desta feita, o nome da vez é Lucas Moura.

O repertório é sempre o mesmo: empurra-se com a barriga os problemas, distrai-se a torcida com pão e circo, e escamoteia-se os fins – que são sempre voltados à mantença no poder. Antes clube exemplar, o São Paulo patinhou em suas próprias ganâncias, ao passo que transformou a soberania em piada. Nesse diapasão, um sem-número de eliminações vergonhosas, dívidas inexplicáveis e contratações duvidosas permeiam a rotina de uma instituição em crise declarada. Vão-se os garotos promissores, vêm os refugos. Oportunidades de mercado, dizem os engomados.

E a cada novo vexame, a cada nova “tragédia”, a panaceia tradicional é a enganação. Naming rights do Morumbi, investidor árabe, discussão de SAF e contratações bombásticas. Eles nem disfarçam mais a falta de criatividade no enredo da cortina de fumaça; é sempre a exata mesma situação. E a assessoria combativa, sempre pronta a propagar as engenharias enganosas, seguem na busca apenas de likes sem o devido senso crítico. Aos poucos, mais do que um clube vitorioso, morre a moral de um ex-gigante em atividade.

Lucas Moura já afirmou que um dia retornará ao São Paulo. Ciente da vaga declaração, os de sempre dão a entender que pode haver um plano de repatriá-lo – com um trabalho de oportunismo em momentos estratégicos. Apenas os incautos, os lunáticos ou os inocentes podem levar o entusiasmo à tona; ainda que porventura possa o cria de Cotia retornar, a se trabalhar no melhor cenário de projeções, será apenas mais à frente,, quando não mais oportunidades europeias tiver. A notícia, neste momento, tem apenas o condão de disfarçar a incompetência. E nada mais.

Salvar o Tricolor Paulista é tarefa hercúlea de resistência. Mas as armas de defesa parecem não mais medrar no escarcéu de sujeira política.

*As opiniões expressas aqui são de responsabilidade do autor do texto, e não refletem a opinião do site

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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.
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