Meritocracia, por favor!

A derrota do São Paulo no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil, contra o Atlético Paranaense em Curitiba, reacendeu algumas discussões sobre meritocracia no time.

Analisando de cabeça fria e sem a raiva por falta de resultados, é possível ver alguns pontos de melhora e de mudança urgente.

Reitero que o time, mais uma vez, teve uma postura diferente de outras partidas onde se acovardou por atuar fora de casa. O São Paulo jogou de igual pra igual e levou dois gols em falhas individuais.

O time ainda precisa ser mais incisivo no ataque, criar mais e perder menos gols, mas é notório que este time não se mostra covarde como antes.

É claro que no final do dia, o que vale é o resultado e você que está lendo, vai xingar muito este texto, mas estamos apenas no início do trabalho de Aguirre, que já mostra sim, algum resultado. Ou você duvida que o time comandado por Dorival não teria sofrido mais gols e teria passado o jogo sem dar um chute a gol?

Aguirre testou uma formação nova durante a semana, com três zagueiros e logicamente, não poderia começar uma partida decisiva com um sistema de jogo totalmente novo, mas no decorrer da partida, com 0x2 no placar, que não refletia bem o que era o jogo, foi o momento de arriscar.

O treinador mudou a formação e o time começou a pressionar o Atlético. Sim, eles cansaram também e recuaram um pouco, mas isso já aconteceu antes e o São Paulo não sabia aproveitar.

A formação com três zagueiros, que foi bastante comentada na semana e até aqui nesta coluna, deu mais consistência ao time, liberou Reinaldo para o ataque e a entrada de Régis deu mais opção pela direita, já que Militão (sempre bom lembrar que não é um lateral) não colabora no ataque.

Nenê foi mais uma vez, o jogador mais importante do time, criando as jogadas e arriscando chutes a gol, como deve ser e a entrada de Cueva, acabou dando um pouco mais de mobilidade e tirou a sobrecarga das ações de Nenê.

Variações utilizadas nos treinamentos

 

Quem destoou?

Como o título deste texto prega a meritocracia, não dá pra não comentar sobre as más atuações de Petros, Rodrigo Caio, Marcos Guilherme e a insegurança proporcionada por Sidão.

Petros vem acumulando más atuações e precisa dar lugar a Liziero ou Hudson (se for o caso de atuar em algum momento com três volantes) ou Cueva, se o time atuar com dois meias. Por mais que o “Pai de Família” seja bom no desarme, tem errado muitos passes e dando contra ataques em excesso aos adversários e isso não pode ocorrer.

Rodrigo Caio há tempos é perseguido pela torcida, mais precisamente, desde o episódio ‘Fair Play” contra o Corinthians. Desde então, quando faz uma boa partida, não é reconhecido e quando erra, a proporção é muito maior do que qualquer outro jogador. Ontem falhou novamente e o mundo caiu sobre sua cabeça.






Se todo time começa por um grande goleiro, temos um problema. Sidão faz defesas muito boas de longa distância, mas sofre gols “evitáveis” e nos traz uma incrível falta de segurança quando joga com os pés ou quando é exigido em defesas mais “fáceis”. Sofremos bastante com Denis que era muito bom de reflexo e defesas cara a cara, mas levava muitos gols de média e longa distância. Com Sidão, é o inverso.

Marcos Guilherme é um jogador que também merece ser analisado aqui. Esforçado, corre bastante e se dedica, mas isso não basta. Erra muito, não arrisca jogadas individuais e acaba atrapalhando muitos contra ataques e jogadas do time que dependem dele. Ontem, mais uma vez, vimos uma má atuação do jogador.

Você pode não concordar em 100%, mas é preciso analisar o momento de jogadores do elenco e estes três jogadores, em minha visão, não estão no mesmo nível do restante da equipe.

Não há demérito nenhum em pegarem um pouco do banco de reservas, mas estão merecendo. Apesar de termos um elenco muito enxuto em quantidade e qualidade, Aguirre deve testar outras opções em seus lugares.

No gol, o problema é maior, pois Jean também não se mostrou pronto para segurar a bronca ainda e Lucas Perri ainda nem fez sua estreia no time profissional.

Próximos passos

Acredito que esta formação com três zagueiros será muito útil e nos dará mais força defensiva e opções no ataque. Como falei antes, o que vale é o placar final e classificação. Não adianta nada melhorar um pouco e não vencer, mas isso virá naturalmente. Acho cedo já xingar tudo e todos, embora nossa paciência já tenha chegado no limite.

Não dá pra dizer que temos um time apático e com jogadores mortos em campo. Não há essa postura em campo e o time vem correndo e brigando até o final. Derrotas como as do Paulista e essa de ontem não refletem a mudança que começa a acontecer.

Temos uma sequência terrível, já com outro mata-mata na semana que vem, contra o Rosário Central pela Sul Americana, e tenho otimismo em ver esse time melhorar.

Não é discurso conformado ou derrotista, mas uma análise fria e não apenas no placar final do jogo.

Concorde, discorde, deixe sua opinião e vamos debater!

 

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

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