Nem tudo o que está na internet é real

Com a popularização da internet, muitas coisas tem sido escritas e massificadas de forma maliciosa, o que podemos chamar de fake news. Há que se tomar muito cuidado com os conteúdos replicados sem fontes confiáveis.

Apesar disso, há muita mentira também com fontes, influenciadas por politicagem ou reconhecimentos visando prejudicar e/ou beneficiar alguém. E isso não poderia ficar de fora do futebol.

Muitos clubes tem conquistado títulos por decisões políticas, com reconhecimento por fax ou na tradicional “carteirada”, em busca de benefícios ou favores pessoais e isso vem massificando algumas lendas que a internet propaga.

Mundiais que não tiveram o mesmo peso de um mundial de verdade, títulos nacionais equivalentes a uma Copa do Brasil recebendo o mesmo peso que um Brasileirão (criado apenas em 1971), para agradar A ou B.

Um pouco de história:

Só para relembrar: a CBD (Confederação Brasileira de Desportos – associação anterior à CBF) iniciou um novo torneio nacional, o Campeonato Nacional de Clubes, torneio este, que foi considerado, entre 1974 e 2010, pela entidade máxima do futebol brasileiro como sendo a primeira edição do Campeonato Brasileiro.






Antes disso, foi disputada a Taça Brasil entre 1959 e 1968, no formato mata-mata, muito semelhante a atual Copa do Brasil, com os campeões estaduais do país, em substituição ao antigo Campeonato de Seleções Estaduais.

Entre 1967 e 1970 foi disputada ainda a Taça Roberto Gomes Pedrosa, ampliando o Torneio Rio-São Paulo com clubes de outros estados, passando a ser conhecido como “Robertão”. Este torneio sim, deveria ser o único considerado como um Brasileirão, pois teve de fato, participantes de outros estados, com um formato de disputa mais semelhante ao de uma liga nacional de clubes.

Confusão armada

Em 2010, por decisões políticas, a CBF decidiu unificar a Taça Brasil e as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata ao Campeonato Brasileiro pós 1971. Definindo o Bahia como o primeiro campeão brasileiro, em 1959.

O grande erro da CBF em nossa opinião, foi reconhecer os títulos da Taça Brasil como Brasileiros e não como títulos de Copa do Brasil. Com essa decisão, o Palmeiras, por exemplo, tornou-se campeão nacional por 2 vezes no mesmo ano (1967)!

Com essa confusão armada, o Palmeiras passou a contabilizar 9 títulos Brasileiros e se declarar o maior campeão do Brasil, com a chancela e reconhecimento da CBF. Se apenas o “Robertão” fosse reconhecido como Campeonato Brasileiro, como deveria ser, o quadro de títulos seria mais real e justo (considerando o período entre 1967 e 2018):

  • Palmeiras – 7 títulos (1967, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994 e 2016)
  • Corinthians – 7 títulos (1990, 1998, 1999, 2005, 2011, 2015 e 2017)
  • São Paulo – 6 títulos (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008)
  • Flamengo – 5 títulos (1980, 1982, 1983, 1992 e 2009)
  • Fluminense – 4 títulos (1970, 1984, 2010 e 2012)
  • Vasco da Gama – 4 títulos (1974, 1989, 1997 e 2000)
  • Santos – 3 títulos (1968, 2002 e 2004)
  • Internacional – 3 títulos (1975, 1976 e 1979)
  • Cruzeiro – 3 títulos (2003, 2013 e 2014)
  • Grêmio – 2 títulos (1981 e 1996)
  • Atlético-MG – 1 título (1971)
  • Guarani – 1 título (1978)
  • Coritiba – 1 título (1985)
  • Sport Recife – 1 título (1987)
  • Bahia – 1 título (1988)
  • Botafogo – 1 título (1995)
  • Atlético-PR – 1 título (1978)

Desta forma, poucos clubes podem ostentar seus títulos sem “asteriscos” ou legendas com observações para explicar as suas conquistas.

Orgulhe-se de torcer por um clube que não precisa explicar nada, apenas mostrar suas conquistas vencidas no campo!

#VamosSãoPaulo

 

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