Pressão do conselho para efetuar a 25ª troca de técnico desde 2009. Precisa?

Caros Tricolores Tri Campeões Mundiais. Dorival está por um fio de navalha no comando técnico do São Paulo. Não é o que eu, pessoalmente, gostaria. Afinal, é sabido que a continuidade de trabalho do treinador é de suma importância para um forte desempenho de um time de futebol, bem como qualquer esporte coletivo que se preze.

Dorival Júnior chegou no meio de 2017 já sob certa crítica, pois nunca foi um técnico com grandes conquistas. No entanto, carrega consigo a fama de saber usar as categorias de base, o que foi visto com bons olhos pela maioria. Além das críticas, Dorival tinha mais um grande obstáculo: a zona de rebaixamento. O time vinha de péssima fase sob o comando de Rogério Ceni, além de um desmanche. Em contrapartida, o time acabava de receber a presença do Profeta Hernanes. Para muitos, foi o grande herói que salvou o São Paulo de seu primeiro rebaixamento na história. De fato, Hernanes colaborou fortemente, mas seria hipocrisia dizer que foi o único, além da torcida.

O resultado de 2017 foi um misto. Conforme o time encaixava um bom momento, sonhava-se até com Libertadores, mas a realidade nos fazia desacreditar ao mesmo tempo. No fim das contas, terminamos o campeonato na pior posição da nossa história: 13º lugar, penúltimo na zona de classificação para a Copa Sul-Americana 2018.

Em 2018, Dorival permaneceu no comando técnico com a promessa de dar maiores chances a jogadores oriundos da base, o que de fato vem ocorrendo um pouco mais do que estamos acostumados a ver. Brenner, Caíque, Bissoli, Paulo Henrique, Pedro Augusto e Rony já atuaram neste ano. O último, porém, foi emprestado ao CSA, enquanto os outros, exceto Brenner e Caíque, jogaram, no máximo, duas vezes.

O que vem jogando contra Dorival Júnior, além do mal futebol apresentado pela equipe, são suas declarações nas coletivas. Algo como “Time grande cai sim”, “prefiro perder jogando bem” ou “perder clássicos não me importa”, foram algumas das frases ditas pelo comandante. Frases nas quais o conselho e alguns outros dirigentes não conseguem digerir facilmente e, consequentemente, iniciaram um processo de fritura contra Dorival Júnior.






A questão que quero levantar é a seguinte: É viável mandar Dorival Júnior embora agora? Temos alguém decente pra trazer no lugar? O novo treinador não poderia contratar praticamente ninguém, tendo em vista que já fizemos as contratações para esta temporada. Pior do que isso, esta seria a 25ª (sim, vigésima quinta) troca de treinador do SPFC desde 2009. Será mesmo que nosso problema está na comissão técnica? Vamos continuar nisso até quando?

Uma questão interessante, só para se comparar:

No mesmo período em que o SPFC trocou de técnico 24 vezes, conquistamos apenas 1 título. O Palmeiras trocou de treinadores 21 vezes e conquistou 4 títulos (entre eles, 1 série B). O Santos trocou 18 vezes e conquistou 8 títulos (alguns com Dorival, por sinal). E, por fim, o Corinthians trocou 9 vezes e conquistou 10 títulos (único com mais títulos do que trocas). Ou seja, não seria correto pensar que, quanto menos trocas, mais títulos podem ser conquistados? Claro, outros fatores influenciam, mas com certeza a manutenção do técnico e sua continuidade de trabalho, são os mais acentuados fatores para o sucesso, principalmente em clubes que não dispõem de fortunas pra montar elencos absurdos.

Na minha opinião, demitir Dorival será um tiro no pé.

Por Igor Barros Martinez

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