Leco, Juvenal e Aidar

Todo são-paulino sabe (ou deveria saber) que hoje começam a ser votadas pelos conselheiros do São Paulo, as propostas de mudanças no estatuto do clube e os impactos reais de toda a manobra.

Os principais pontos propostos por 82 conselheiros do clube (veja aqui mais detalhes) acabam fechando ainda mais o poder para um grupo cada vez menor de pessoas, indo na contramão de toda a modernização e profissionalismo que o São Paulo e o futebol precisam.

Quanto mais a data deste golpe se aproxima, crescem especulações de jogadores, possíveis parcerias milionárias e outros fatos usados como cortina de fumaça para mudar o foco da torcida que não aceita essa ação.

Muitos torcedores que não estão por dentro dos detalhes, ou não se interessam pelo tema, já se mostram favoráveis ás mudanças, caso entre dinheiro no clube, por qualquer forma. Veja alguns comentários neste post que fizemos no Instagram.

A clássica “passada de pano” de alguns

Como não poderia faltar, há também alguns influenciadores ou jornalistas que se isentam do tema ou minimizam a situação, mas oportunisticamente, vão aparecer no futuro dizendo “eu avisei, eu era contra”.

É nítido o posicionamento de alguns neste período, ou quando o tema do “Golpe” surge em suas mídias sociais.

Houve quem inclusive comparou a outros momentos semelhantes, relatando que não houve protestos no passado, mas quando você é agraciado por uma boa memória, se recorda que não foi bem assim.

O golpe do terceiro mandato de Juvenal Juvêncio, o começo da bagunça

Postagem do Arquibancada Tricolor em 2012, referente à matéria da Gazeta Press sobre a gestão de Juvenal Juvêncio.

Quando o São Paulo estava em seu momento vitorioso, entre 2005-2008, o ex-presidente Juvenal Juvêncio utilizou toda sua habilidade política no clube para acabar com a oposição e “conquistar” o apoio de inúmeros conselheiros e dirigentes (muitos estão aí até hoje) para arquitetar, junto de Carlos Miguel Aidar, uma alteração para que permanecesse no poder.

A desculpa usada era que “em time que está ganhando, nãos e mexe” e também o fato do Morumbi pleitear ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, então era necessário que Juvenal continuasse.

Na época, muitas figuras da mídia também se isentaram e alguns eram a favor da manobra. Além disso, conselheiros e torcedores que protestaram, foram coagidos e até agredidos, como podemos ver em matérias da época, como neste jogo contra o Internacional, e neste memorável evento.

O Arquibancada Tricolor (na época, em formato de fórum de debates) e outros sites e pessoas ligadas ao clube fomos veementemente contra a manobra e nos posicionamos inúmeras vezes.

Trecho de um debate em 2012 no Arquibancada Tricolor, com o futuro diretor de futebol, Luiz Cunha
Post de um dos nossos administradores, Mario Pravato Jr em 2012

Golpe é golpe, seja em qualquer época e por quem quer que aplique

Não faltam postagens do Arquibancada Tricolor ao longo dos 13 anos que estamos no ar, com cobranças e protestos em relação a ações erradas de Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar, Leco, e da gestão atual, além de entrevistar pessoas que possam ajudar a expor erros nas gestões ao longo desse período, mas é conveniente não buscar isso e relativizar.

Particularmente, fico muito grato de ver o posicionamento de todos do Arquibancada Tricolor, desde o primeiro dia em 2008, contra as manobras, golpes e tentativas de concentração de poder no São Paulo FC.

A manutenção de nossa postura e conduta, não apenas reforça quais são os nossos valores pessoais, mas prova que nossas opiniões e posicionamentos não estão à venda. Não trocamos nossa conduta por favores e não apoiamos o que é errado para o São Paulo FC.

Nossa posição SEMPRE foi contra o que lesa o clube. E SEMPRE seremos.

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41 anos, paulistano, são-paulino e um dos criadores do Arquibancada Tricolor. Apaixonado por Formula 1, Futebol, boa música e tecnologia!