Caminho do Tri-Hexa: empate em Belo Horizonte

Na tarde de domingo, dia 29 de junho, o São Paulo visitou o Cruzeiro no estádio do Mineirão, válido pela 8º rodada do Campeonato Brasileiro de 2008. Com mais de 37 mil torcedores nas arquibancadas, o Tricolor foi em busca da quarta vitória consecutiva no nacional.

O jogo

O técnico Muricy Ramalho repetiu a espinha dorsal da equipe das últimas partidas, com a manutenção do esquema tático (3-5-2). O comandante contou com os retornos do meia Hernanes e do zagueiro Alex Silva entre os titulares. Os atletas estavam defendendo a Seleção Brasileira Olímpica.

O duelo não era uma tarefa fácil, pelo fato que do outro lado, havia uma equipe que estava em um grande momento no nacional e demonstrava um futebol de bom nível naquela altura. Com um estilo de jogo rápido e objetivo. Tinha em seu meio-campo (Ramires e Wagner) o ponto mais forte da equipe celeste. Além disso, o jovem atacante Guilherme estava em ótima fase. Ainda assim, contava com o apoio de sua torcida. Parada dura para o Clube da Fé!  

Primeiro tempo com domínio mineiro

Durante a primeira etapa, o time de Adilson Batista foi mais agressivo e buscava sempre a parte ofensiva. A todo tempo, o Cruzeiro fez o que notabilizou sua maior característica na temporada, inversões e transições rápidas entre seu meio-campo e ataque. Os meias Ramires e Wagner chegando bem à frente e acionando o lateral Jonathan pela direita, Guilherme e Weldon se movimentaram bastante e dificultaram a linha de defesa do Tricolor.

Com uma linha de três zagueiros (Alex Silva, André Dias e Miranda), o São Paulo esperava o avanço celeste e chegava pouco à frente, confiando em sua defesa e na eficiência do seu conjunto. Com Borges e Aloísio havia referência no ataque, porém, tinha pouca movimentação. O meia Hernanes, era o principal responsável pela chegada da bola com qualidade ao setor ofensivo. Mas a forte marcação do time da casa e principalmente a falta profundidade do ataque, dificultava o jogo do futebolista.

O que não faltou ao time mineiro, aos 32’, em jogada pela direita, Weldon lança para Jonathan que passa em velocidade dentro da linha de zaga tricolor e vai a até o fundo e cruza, a bola sobra para Guilherme que chuta com desvio e engana Rogerio Ceni, e vai para o fundo da rede. O Cruzeiro abria o placar, resultado merecido pelo jogo imposto na primeira etapa. Com o final do tempo, o São Paulo precisava mudar sua estratégia para buscar o resultado.

Equilíbrio na segunda etapa

Na volta do intervalo, Muricy fez bem a leitura da partida até o aquele instante e promoveu as entradas de Richarlyson no lugar de Zé Luís e do veloz Eder Luís no lugar de Aloísio.

As substituições, surtiram mudanças na postura da equipe; e a resposta veio rápida. Logo no primeiro minuto, pelo lado direito, Joílson toca para Richarlyson e dá uma assistência para Borges, o camisa 17, aplica uma linda finta em Léo Fortunato e chuta de bico, sem chance para Fábio e colocar no fundo da rede. Foi o quarto gol do centroavante no Brasileiro. Além disso, o tento marcado, trouxe mais tranquilidade ao visitante.

Após o gol, o duelo ficou equilibrado, com chances para ambas as equipes. A primeira, aos 13’, com Wagner em cobrança de falta, o atleta finalizou a bola rasteira e o M1TO fez uma difícil defesa colocando para escanteio. Aos 25’, Eder Luís cruzou para Borges que entre a zaga finalizou e o goleiro Fábio fez uma bela defesa evitando a virada são-paulina. Em seguida, Jonathan avançou em velocidade pelo lado direito e chutou cruzado e a bola passou perto da meta de Ceni.

O empate estendeu até o apito final. O resultado, foi bom aos tricolores pelas circunstâncias impostas. Pelo fato, de jogar contra um bom time e fora de casa. Com o ponto conquistado, o Tricolor chega a 13 pontos e vai a 7º colocação na tabela. Os comandados de Muricy Ramalho estão a sete jogos invictos no Campeonato Brasileiro.

Você se lembra deles?

Fabrício atuou como titular pelo Cruzeiro nesta partida. Após jogar na equipe mineira, o volante foi contratado pelo São Paulo na temporada 2012 com um contrato válido por 3 anos. Porém, seu vínculo foi rescindido em abril de 2014. Durante o período, o atleta conviveu com muitas lesões e não teve sequência de jogos para mostrar o seu futebol. Com a camisa tricolor, o jogador realizou 35 jogos e não marcou gols. Atualmente, com 37 anos, está aposentado dos gramados.  

Na temporada 2008, o técnico Adílson Batista comandava o Cruzeiro. Alguns anos depois, em 2011, o comandante assumiu o São Paulo. A passagem durou apenas três meses e o desempenho à frente da equipe foi irregular e sem brilho. Como treinador do Tricolor, Adílson fez 22 partidas, com 7 vitórias, 9 empates e 6 derrotas. Atualmente, com 52 anos, está sem clube.

Ficha Técnica

Cruzeiro 1 x 1 São Paulo – 8º Rodada

CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Léo Fortunato, Espinoza, Marquinhos Paraná, Charles, Fabrício, Ramires, Wagner, Guilherme, Weldon (Bruno Ferraz).
Técnico: Adilson Batista.

SÃO PAULO
Rogério Ceni, Alex Silva, André Dias (Juninho), Miranda, Joílson, Zé Luís (Richarlyson), Hernanes, Jorge Wagner, Hugo, Borges, Aloísio. (Eder Luís).
Técnico: Muricy Ramalho.

Local: Estádio do Mineirão, Belo Horizonte, MG
Data:  29/06/2008
Hora: 16h:00
Público: 37.115 pagantes
Renda: R$ 609.900,00
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE)
Cartões Amarelos: Charles (CRU), Alex Silva (SPO), Aloísio (SPO), Zé Luís (SPO).
Cartão Vermelho: Hernanes (SPO) (Segundo Amarelo)
Gols: Guilherme (CRU) 33’ 1º Tempo/ Borges (SPO) 01’ 2º Tempo.

Melhores Momentos

Confira os jogos anteriores

1ª Rodada – São Paulo 0 x 1 Grêmio
2ª Rodada – Athletico 1 x 1 São Paulo
3ª Rodada – São Paulo 1 x 1 Coritiba
4ª Rodada – Santos 0 x 0 São Paulo
5ª Rodada – São Paulo 5 x 1 Atlético/MG
6ª Rodada – Flamengo 2 x 4 São Paulo
7ª Rodada – São Paulo 1 x 0 Sport


Alan Ribeiro Gomes. Tenho 27 anos, formado em Jornalismo e atualmente faço graduação em Educação Física. A torcida pelo São Paulo Futebol Clube iniciou através de meu pai desde criança. A partida decisiva da final do Campeonato Paulista de 1998 foi um dos grandes marcos em minha vida. Ao longo dos anos, a paixão pelo tricolor só aumentou, independente de vitórias ou derrotas. Acompanhar o Clube da Fé é algo que faz parte da minha vida.

Foto: GloboEsporte.com

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